Política/Investigação30.11.2012 | 08H37

CPI das Finanças: Roselaine Frigeri depõe

Avogada era responsável por analisar licitações. SERRANOSSA acompanha depoimento direto da Câmara

Fotos: Carina Furlanetto

CPI das Finanças: Roselaine Frigeri depõe

A advogada Roselaine Frigeri presta depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na secretaria de Finanças. Ela era responsável por analisar as licitaçõesno município. Seu depoimento estava marcada para a última terça-feira, dia 27, mas foi remarcada pois ela não teria recebido a intimação a tempo. As oitivas são abertas somente à imprensa. O SERRANOSSA acompanha as declarações em tempo real.

8h42

Inicia depoimento. Ela trabalhou na secretaria de Finanças de abril de 2011 a outubro de 2012.

8h45

Vanderlei Santos questiona a modalidade utilizada na licitação para contratação da empresa Delta. Ela explica que ela apenas analisava o que chegava para ser analisado.

8h47

Roselaine conta que o marido tem empresa de arquitetura e urbanismo realizando trabalhos no estado e fora do estado. O ex-secretário Menezes teria pedido a ele uma indicação de uma advogada para prestar trabalho na secretaria. Roselaine conta que tem mais de 15 anos na área pública e gosta da área. Ela foi apresentada ao ex-secretário acertando a contratação.

8h48

Roselaine conta que seu marido havia feito trabalhos em Veranópolis, quando Menezes atuava lá.

8h49

Roselaine explica que se colocou como não apta a se pronunciar no processo para contratação da empresa do seu marido. Ela é casada com Edson Marchiro, responsável pela auditoria no Ipurb e estudo no transporte público.

8h50

Neri Mazzochin (DEM) questiona problemas em licitação para contratação de empresa de vigilância. Roselaine alega não lembrar.

8h51

Roselaine conta que é filiada ao PT.

8h52

Neilene Lunelli (PT) questiona se o prefeito teria lhe induzido a fazer algum parecer. Ela nega, dizendo que nunca conversou com prefeito sobre processos licitatórios. Ela conta que algumas dúvidas conversava com o ex-secretário.

8h53

Roselaine comenta que saia depois do expediente algumas vezes. Ela é professora em Caxias do Sul. Seu contrato em Bento Gonçalves era de 20 horas semanais. Necessidade de ficar além do horário para cumprir a carga horária foi comentada com Menezes no momento da contratação. Ele teria dito que era prática comum outros servidores ficarem além do horário. “Nunca fiquei sozinha. Geralmente a contadora Luana ficava também”, conta. Pessoas da Delta também ficavam além do horário.

8h55

Ela conta que era a última a sair em momentos que havia prazo para recursos em algumas licitações. Ela conta que tem uma planilha com os horários em que entrava e saia na secretaria.

8h58

No início do ano Menezes havia solicitado para que ela entrasse em contato com bancos para ver se havia interesse na folha de pagamento da prefeitura. A Caixa foi a única que apresentou proposta. Segundo ela prefeito teria feito negociação com a Caixa.

9h

Menezes após as eleições teria solicitado para Roselaine fazer estudo sobre a possibilidade de solicitar devolução de dinheiro pago à Fundação José Bonifácio.

9h02

Roselaine conta que não tinha muito conhecimento do orçamento do município.

9h03

Pessutto questiona realização de muitas licitações sem que houvesse dinheiro em caixa. Roselaine comenta que fazia apenas parecer jurídico. Ex-secretário comentou com ela na metade do ano sobre possibilidade de não haver dinheiro em caixa para realizar todas as obras. Motivo seria realização de muitas horas extras por parte de alguns funcionários.

9h05

“Embora eu comentei que era filiada ao PT, minha função aqui era profissional. Não me envolvia em questões políticas”, conta. "Consigo separar o lado profissional do lado político", complementa.

9h06

“Luana era uma pessoa de confiança do secretário. Quando soube da história dela, no início de setembro, fiquei bastante surpresa”, conta.

9h09

Roselaine conta que eram raras as vezes em que almoçava em Bento Gonçalves. Nestas vezes tinha companhia de Luana e de Ana Gobatto. Mas neste ano Ana teria se desentendido com Luana. Roselaine almoçava então com Luana e Menezes, mas relação era de trabalho.

9h11

Roselaine conta que quando iniciou o trabalho aqui não tinha chave da secretaria. Posteriormente ganhou uma cópia da chave dada por Ana Gobatto.

9h12

Ela conta que ouviu comentários que Luana era muito autoritária. “Achava que ela tinha bastante poder e controle das coisas, mas ela era cargo de confiança e imaginei que era uma pessoa de confiança. Nunca desconfiei de nada”, conta.

9h14

Roselaine opina que contadores deveriam ser apenas concursados.  

9h15

Roselaine conta que seu salário de outubro ainda não foi pago.

9h16

Ela questionou Menezes quem teria indicado a Luana. Ele disse que não teria relação com a empresa, mas que algum conhecido da empresa teria indicado. Ela comentou que teria que ter cuidado para a empresa não estar envolvida nos desvios. Menezes teria dito que Luana havia lhe jurado que agiu sozinha.

9h17

“O que mais me espanta é como isso não apareceu antes”, comenta sobre desvios. Ela estranho fato ter mantido em segredo durante tanto tempo. “Se não tem participação, houve omissão”, diz referindo-se a Menezes.

9h18

“Na minha opinião responsável pelo orçamento era secretário de Finanças”, conta.

9h19

Roselaine conta que Menezes tinha uma história antiga de confiança com Lunelli e que talvez por ingenuidade prefeito tenha confiado.

9h20

“Ele poderia ter acompanhado mais de perto. Mas se sabia como estavam as coisas, não posso afirmar”, diz.

9h22

Mazzochin questiona aumento no valor pago a CCS entre 2011 e 2012. Roselaine explica que em 2011 a Arki também prestava alguns serviços hoje oferecidos exclusivamente pela CCS.

9h24

Sobre funcionários recebendo mais em horas extras do que valor do salário, Roselaine diz não ter conhecimento. Ela conta que Menezes já teria alertado aos representantes da CCS para reduzir o número de horas extras pois se continuasse no mesmo ritmo não haveria dinheiro para pagar.

9h25

Airton Minúsculi (PT) questiona se Rita de Cássia almoçava junto com ela, Luana e Menezes. Roselaine nega.

9h28

Minúsculi fala que há comentários de que déficit seria contornado e que ficaria apenas em torno de R$ 2 milhões. Ele questiona Roselaine se não haveria pessoas que alardearam números bem maiores por uma ‘onda política’. Roselaine diz que quer que a situação seja esclarecida, independente do déficit.

9h31

“O pouco que conheci dele, era uma pessoa inteligente”, fala referindo-se a ex-secretário.  

9h32

Neielene pede quem mais tinha cópia da chave da secretaria. Roselaine fala em funcionários da Delta, alguém do setor Cidadão Nota 10, Luana e Menezes. Ela comenta ainda que Menezes e Luana tinham senha para ligar o alarme.

9h34

Fim do depoimento. Outros cinco depoimentos estavam agendados para esta sexta, mas ainda não foram confirmados.


Reportagem: Carina Furlanetto


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