Acusado de matar menino Felipe em 2020 em Bento vai a Júri Popular

Homem de 23 anos invadiu apartamento onde criança residia, no bairro Ouro Verde, com o intuito de matar o pai por desavenças envolvendo facções rivais do município, mas acabou tirando a vida do menino de apenas seis anos

Foto: Eduarda Bucco/Arquivo

Justiça por um crime brutal cometido contra um menino de apenas seis anos em 2020 em Bento Gonçalves poderá ser feita na quinta-feira, 28/04. O acusado de matar o pequeno Fellipe Martins Garcia irá a Júri Popular na comarca do município, a partir das 9h. Ele será julgado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, por ter também atirado contra o pai de Fellipe, Leonardo de Oliveira Garcia, de 30 anos.

O crime aconteceu em março de 2020, em um apartamento no residencial Novo Futuro, bairro Ouro Verde. Durante a madrugada, o acusado Lucas Câmara Goulart, de 23 anos, juntamente com outros três comparsas, invadiu o apartamento da família, na posse de armas de fogo. Leonardo, a companheira Giovana e o filho Felipe estavam dormindo, quando foram surpreendidos pelo arrombamento por meio de chutes na porta do apartamento.

O réu Lucas teria entrado na residência juntamente com um comparsa não identificado, enquanto outros dois indivíduos teriam permanecido ao lado de fora. Primeiramente, os criminosos tentaram matar o pai Leonardo, deferindo-lhe disparos de arma de fogo. Depois, os disparos também acabaram atingindo o filho da vítima, que chegou a ser encaminhado para atendimento médico junto ao pai, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, os indivíduos fugiram do local.

A motivação, conforme consta no processo judicial, teria sido relacionada a desavenças entre facções locais. O acusado seria pertencente ao grupo “Os Abertos”, enquanto à vítima seria da facção “Os Manos”.

O réu segue preso na Penitenciária Modulada Estadual de Osório. Ele é natural de Capão da Canoa e residia em Balneário Pinhal.

Em relação aos demais acusados identificados, um deles ainda não teria sido localizado e o outro também estaria recolhido na penitenciária de Osório. Entretanto, ele não será julgado por “insuficiência de provas da autoria”, conforme explica a juíza Fernanda Ghiringhelli de Azevedo.

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