Amor, tempo e morte

As três palavras que dão título a esse texto, que parecem três palavras simples, singelas, curtas, são, em verdade, na minha percepção, palavras que estão dentre as três mais profundas do vernáculo. Vocábulos relativamente simples, mas que carregam um sem número de sentimentos, entre os quais muitos temos dificuldade imensa de expressar. 
E quando eu falo em expressar, eu não falo em simplesmente falar essas três palavras. Afinal, falar até papagaio fala… Eu falo em expressar, eu falo em carregar, em nossa vida, os reais sentidos dessas palavras.
No filme “Beleza Oculta” (ou Colateral Beauty, no original), Will Smith traz, no desenrolar da trama, as principais expressões humanas em relação a tais sentimentos. Ele não, ele e os demais personagens que fazem parte da trama. Aliás, na minha humilde – nem tão humilde assim – opinião, Will Smith é um dos atores capazes de externar, em seus personagens, pelo menos nas suas tramas de maior sucesso, sentimentos que assolam a todos nós, mesmo aqueles que não queremos ver. Ou, às vezes vendo, não queremos aceitar, mesmo estando ali, na nossa cara, dando-nos um soco de realidade.
Este, que se passa em Nova York e retrata a vida de um empresário que vê seus negócios declinarem depois de perder a filha de um tipo raro de câncer, tem em Will Smith o sócio majoritário de uma firma de publicidade e que, quando seus sócios veem os negócios declinando por causa do mau momento que ele experimenta, acabam fazendo de tudo para buscarem uma solução. Estes, imbuídos de sentimentos diferentes, pretendem fazer de tudo para encontrar uma solução para tal. Uns querem tão somente salvar o negócio bem-sucedido enquanto que outros pensam, efetivamente, em ajudar o amigo a sair dessa.
A parte mais curiosa disso tudo é que, como ele (Will Smith) sempre disse que a vida se pautava por esses três sentimentos – sim, no filme amor, tempo e morte são sentimentos, os amigos buscam, nessas três metáforas da vida, o caminho para a salvação de tudo. O final? Bom, recomendo que vejam esse filme. Eu mesmo já assisti mais de uma vez. E, como sempre, em cada vez, tive alguma percepção diferente. Eu mesmo, em cada uma delas, estava diferente…
A verdade é que amor, tempo e morte são sentimentos absolutos. Por mais que se diga que o tempo é relativo, ele é, de fato, absoluto. Afinal, todos sabemos que não podemos mudar o tempo. O que podemos fazer é mudar o que fazemos com o nosso tempo… Amor, da mesma forma, é absoluto. Não existe meio amor. Não existe quase amor. Isso pode ser qualquer coisa, menos amor. A morte, por sua vez, essa sim, todos sabemos que é absoluta, mesmo que a morte seja para muitos o caminho para a vida eterna…
Então, já que para todos nós o caminho é, inevitavelmente, a morte, vivamos de maneira absoluta, distribuindo amor e aproveitando o tempo! 
Até a próxima!

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