Autoridades buscam recursos em Brasília

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bento Gonçalves, com extensão de base em Monte Belo do Sul e Santa Tereza, Inês Fagherazzi Bettoni, esteve em Brasília juntamente com outras autoridades ligadas ao meio rural da região e deputados do Estado a fim de buscar liberação de recursos para os agricultores.

Entre as principais solicitações estiveram a liberação de recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para dar continuidade ao projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e liberação de recursos para a subvenção do Seguro Rural para próxima safra. O grupo tratou ainda de outros assuntos, como a proibição da elaboração do suco de uva de panela e o seguro agrícola.

De acordo com a Presidente, os assuntos abordados junto a representantes do MDA são de extrema importância para a sobrevivência e manutenção de inúmeras propriedades rurais. “O programa ATER, por exemplo, objetiva contribuir com o fortalecimento da agricultura familiar e de suas cooperativas, com desenvolvimento sustentável, voltado à nossa região (a Serra Gaúcha)”, comenta.

Entre os principais benefícios do programa estão a solução de problemas crônicos da viticultura, tais como ausência de assistência técnica continuada. “Muitas das orientações que nossos agricultores recebem hoje são passadas por representantes de empresas vendedoras de insumos, com ações de caráter meramente comercial. O ATER visa, portanto, orientar os produtores sobre a utilização adequada dos agrotóxicos, manejo correto do solo, acesso a mudas certificadas, introdução de novas técnicas agrícolas, fortalecimento das cooperativas, formação em agroecologia, troca de experiências entre produtores, formação e integração para os jovens para que tenham condições necessárias para permanência em atividades agrícolas, enfim, é um programa completo e necessário, uma injeção de ânimo para o homem do campo”, afirma a Presidente.

Outro assunto de extrema importância para Inês diz respeito ao Seguro Agrícola, uma vez que inúmeros agricultores acabam tendo suas safras prejudicadas devido principalmente às intempéries. “Não podemos ficar parados esperando o Governo decidir, pois se ocorrer algum imprevisto, as perdas são irreparáveis e durante um ano nossos agricultores ficam praticamente desamparados”, diz.

Finalizando os assuntos abordados, a Presidente destaca que muitas famílias estão sofrendo prejuízos devido a uma norma expedida por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que proíbe a elaboração de suco de uva de panela. “No entender dos técnicos, no processo de fabricação, o vapor incorpora água ao produto. A norma está prejudicando mais de 500 agricultores familiares que se utilizam desse método, e não podemos deixar isto ocorrer desta forma. Se proíbem esta forma, que nos apresentem uma solução para substituí-la”, enfatiza.

Segundo apresentado na reunião de representantes do MAPA com o grupo de autoridades da região, o ministro Wagner Gonçalves Rossi foi enfático e determinou que seja suspensa imediatamente essa norma. Rossi também constituiu um grupo técnico para tratar do assunto e estabeleceu um prazo de três anos para encontrar uma solução que viabilize a continuidade do processo de elaboração do suco de uva de panela.

Com informações de Reflexo Assessoria.

 

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