Avaliação da campanha tem autocrítica e desabafo

Não faltou, por parte do presidente do Esportivo, Luis Oselame, destemor na análise da eliminação precoce na Divisão de Acesso 2015. Ele não apenas admitiu erros nas próprias escolhas, como também desabafou contra o comportamento da “maioria dos jogadores”.

Na primeira parte da avaliação, Oselame enfatizou que faltou ao alviazul, sobretudo, familiaridade com a competição, reconhecendo decisões equivocadas da direção. “Objetivamente, erramos na montagem do grupo de atletas. Não podemos mais, como diretoria, fazer uma experiência da forma como foi feita. Trouxemos caras habilitados, um campeão do mundo – Valdir Espinosa – e outro que é filho do Paulo César Carpegiani, não tem experiência, mas rodou o país com o pai dele. No entanto, o erro foi não ter trazido um cara que conhecesse os atletas gaúchos, com uma lista apurada, de nomes e histórico dos atletas. O erro de quem montou o grupo foi não ter tido esse apuro. O Ben Hur (técnico que assumiu após a demissão de Rodrigo Carpegiani), por exemplo, tem uma relação de jogadores, que vai incluindo ou excluindo, de acordo com as características. Ele é praticamente um gerente de futebol. É uma crítica que eu faço a nós mesmos, erramos por ter atirado lá em cima, quando deveríamos ter acertado algo aqui em baixo”, ressalta. 

Além de um grupo tecnicamente limitado para encarar as exigências da segunda divisão, Oselame apontou outro problema: a falta de comprometimento. Com a mesma franqueza para avaliar as próprias escolhas, criticou o comportamento da maioria dos jogadores. “Eu falei para eles: gente, sem comprometimento e atitude, não vamos a lugar nenhum na vida. Se querem voltar de Santo Ângelo desempregados, podem continuar sem atitude. Se você não tem compromisso na sua empresa, se todo mundo não remar para o mesmo lado, você vai criar um ambiente negativo que acabará influenciando os outros. Faltou comprometimento por parte da maioria deles. Se não são apaixonados pelo clube, que tenham com eles mesmos. Agora nós vamos fazer um acordo com cada um e acabou, estão desempregados. Compromisso serve para isso também, para manter o seu emprego, para alimentar a sua família. Agora eles vão fazer o que? Vão viver desse “troquinho” do acordo? Poderiam continuar recebendo o salário, prêmios, por pelo menos mais três meses”, frisa.

Segundo semestre

As chances de que o Esportivo não feche as portas no segundo semestre são de 50%, segundo o presidente. Mesmo que viabilize participação na Copa Serrana, no entanto, será com um time Sub-20. De acordo com Oselame, já há investidores interessados em colocar jovens apostas no clube. A proposta deverá avançar até o final do mês, quando as partes voltarão a se reunir. “Temos alguns investidores interessados, estamos amadurecendo isso. Os investidores colocariam os atletas e comissão técnica, e a gente se compromete com uma parte das despesas, como alimentação, alojamento e transporte. A ideia, no final das contas, é terminarmos o ano com uma base de atletas para 2016 e não precisar montar um grupo do zero”, salienta.

As rescisões de contrato com os jogadores que disputaram a Divisão de Acesso começaram nesta semana. Os únicos que deverão manter o vínculo são o meia Kelvin, que tem contrato até abril de 2017; e o volante Renan Pedradas, cujo vínculo vai até março de 2016. Caso o clube não viabilize a participação na Copa Serrana, ambos deverão ser emprestados. 

 

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