Bento apresenta redução de quase 70% nos óbitos pela COVID-19 no primeiro semestre

De acordo com levantamento do SERRANOSSA, foram 195 óbitos até 12/07/21 contra 63 até esta terça-feira, 12/07/2022

Foto: Júlia Milani/Arquivo SERRANOSSA

O município de Bento Gonçalves segue avançando na campanha de vacinação contra a COVID-19, umas das principais medidas que têm ajudado a frear a pandemia do Coronavírus no mundo. Em Bento Gonçalves, 101.242 pessoas já receberam a primeira dose; 97.651 a segunda dose; 56.506 a primeira dose de reforço; e 8.737 a segunda dose de reforço (ou quarta dose).

E os números da vacinação vêm se refletindo em resultados positivos no município. De acordo com levantamento feito pelo SERRANOSSA, com base em dados divulgados pela prefeitura de Bento e pelo governo do Estado, houve uma redução de 67% nos óbitos neste primeiro semestre de 2022, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 195 registrados nos primeiros seis meses de 2021, contra 63 neste ano – dados até o dia 12/07.

Atualmente, Bento tem 468 óbitos e 37.968 casos confirmados desde o início da pandemia, em março de 2020.

Alerta para os jovens

Apesar dos números positivos, as secretarias de Saúde do Estado e do município reforçam o alerta aos jovens. Conforme a secretária de Saúde, Tatiane Fiorio, Bento tem percebido uma baixa procura na segunda dose e na dose reforço em pessoas na faixa etária entre os 20 e os 30 anos. “Percebemos que quem mais busca as vacinas são os idosos. Os mais jovens justificam que duas doses é suficiente por ser pouco tempo de uma dose para outra”, revela a secretária.

Na semana passada, o Estado também informou que o maior número de pessoas que ainda não fizeram nem a primeira dose e que não completaram o esquema vacinal básico é da faixa etária de 12 e 29 anos. E ainda alertou que, em análise recente da secretaria estadual de Saúde, foi apontado que o risco de morte foi 3,2 vezes maior para quem não foi vacinado com nenhuma dose em comparação com quem tinha, ao menos, o esquema primário completo (duas doses ou dose única).

Ainda conforme o governo estadual, o aumento no risco de óbito pelo Coronavírus também é perceptível nas demais idades. Entre os adultos dos 30 aos 59 anos, uma pessoa sem nenhuma dose teve 5,1 vezes mais chance de morte por COVID-19 que uma pessoa com esquema primário completo. Entre os idosos, essa razão de risco foi 5,7 vezes maior.

Pela análise, a faixa dos 12 aos 29 anos é a que apresenta pior cobertura vacinal. Enquanto a porcentagem de pessoas com, ao menos, esquema primário completo (duas doses ou dose única) é de 93% na faixa dos 30 aos 59 anos e de 98%, nas pessoas acima dos 60 anos, esse índice no intervalo dos 12 aos 29 anos é de 82% apenas. Além disso, quase 7% da população nesta idade não fez ainda nem a primeira dose, o que representa cerca de 195 mil pessoas, proporção maior do que nas demais faixas.

Segunda dose em atraso

Também é a população adolescente e adulta jovem a com maior número de pessoas com a segunda dose em atraso. Entre as 684 mil pessoas que fizeram a primeira dose mas não voltaram ainda para a segunda dentro do prazo preconizado, 290 mil têm entre 12 e 29 anos. Cerca de 223 mil tem 30 anos ou mais, enquanto 170 mil são crianças dos 5 aos 11 anos.

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