Bento e Caxias terão bases da Polícia Comunitária

Bento Gonçalves e Caxias do Sul poderão participar de um projeto nacional de estratégia em segurança pública. Trata-se da implementação de bases da chamada Polícia Comunitária. O projeto oficial será lançado nesta sexta-feira, dia 10, pelo Ministério da Justiça (MJ), em Brasília e terá os governos estaduais como interlocutores da negociação para implantação nos municípios interessados. O anúncio extra-oficial foi feito pelo secretário Estadual de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Airton Michels em visita recente à região.

Quem acompanhou o trabalho do chamado policiamento comunitário da Brigada Militar em Bento, verá um projeto mais ousado e profissional. Um modelo semelhante funcionou no município no início dos anos 2000. O comandante da Brigada Militar local na época, hoje Coronel Júlio César Marobin, é justamente o interlocutor do Rio Grande do Sul perante o MJ. “Em relação ao policiamento comunitário adotado pela BM em Bento, há algumas semelhanças. Tentamos manter o que deu certo e aperfeiçoar questões que não saíram como o esperado”, comenta. A principal diferença que pode garantir a continuidade e sucesso da iniciativa é mais teórica do que prática. Isto porque a experiência foi considerada pessoal e não uma estratégia institucional. “Era uma ferramenta cuja utilização variava conforme a visão de cada comandante. Não era obrigatório, tampouco proibida. Certamente a mudança constante de comando, entre outros fatores, influenciaram na extinção do projeto em Bento”, lembra o Coronel.

Bento habilitada

O governo do Rio Grande do Sul solicitou ao Governo Federal a instalação de 100 bases comunitárias no município. Destas, 95 foram aceitas. Os recursos – mais de R$ 130 milhões oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) já estão disponíveis. A prioridade no estado vai ser a instalação de bases em municípios da região metropolitana e nas cidades do interior com mais de 50 mil habitantes. Caberá à prefeitura de cada município negociar a contrapartida com o estado. “Ao nosso ver, Bento Gonçalves já estaria habilitada. Há todo o interesse do Estado e capacidade, inclusive, para instalar mais de um base, podendo chegar a duas ou três”, garante Marobin.

A negociação deverá passar pelas prefeituras. Segundo o prefeito de Bento Gonçalves Roberto Lunelli, há amplo interesse do Poder Executivo em viabilizar a parceria para construção, tanto que no dia 1º de junho foi oficializado o pedido de inclusão do município no Programa Estadual de Segurança com Cidadania (Proesci), que prevê, entre outros, as bases comunitárias. Conforme informações da assessoria de imprensa, a expectativa é que Bento seja uma das primeiras do estado contempladas e que sejam instaladas duas bases no município.

O comandante do 3º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (3º BPat), Major José Paulo Ihanke Marinho, adianta que a negociação com a Secretaria de Estado da Segurança Pública já iniciou e que o local mais provável para construção de uma base seja a Praça Centenário, no centro de Bento Gonçalves. O local abrigaria todos os serviços relacionados à companhia, ou seja, a parte prática do policiamento, restando, na atual sede da Brigada Militar, no bairro Cohab, a parte administrativa do Batalhão, que congrega 24 municípios e de inteligência. “A negociação está bem encaminhada”, garante Marinho. 

Saiba mais sobre o assunto na edição impressa ou virtual do SerraNossa desta sexta-feira, dia 10.

Greice Scotton 

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