Bento tem caso suspeito de Zika Vírus

Após um caso descartado no ano passado, 2016 tem a primeira suspeita de Zika Vírus em Bento Gonçalves. Conforme a Vigilância Epidemiológica, o homem possivelmente infectado esteve fora do estado, onde poderia ter sido picado pelo transmissor da doença.  

O principal sintoma apresentado são exantemas, manchas na pele semelhantes às provocadas por reações alérgicas. Além disso, o paciente sente-se febril, mesmo sem apresentar variação de temperatura corporal. Apenas um laboratório no Brasil, localizado no Pará, confirma o diagnóstico da doença. Por isso, o tratamento é realizado antes mesmo do laudo. 

“Todas as amostras do país são enviadas para lá, e o resultado demora muito para vir. A última suspeita de febre chikungunya que tivemos levou 60 dias para ser analisada”, relata a enfermeira da Epidemiologia, Letícia Biasus. “Não esperamos o resultado para tratar o paciente: quando vem o resultado, ele já está curado”, acrescenta. 

O tratamento da doença, além da medicação adequada, define-se em repouso e hidratação vigorosa. A enfermeira reforça a importância da busca por assistência médica em caso de suspeita de qualquer uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, uma vez que remédios ingeridos sem prescrição podem ser contraindicados. 

Quando surge um caso suspeito, os arredores da residência do paciente são pulverizados pela equipe da Vigilância Ambiental. “Não temos contabilizado nenhum caso de zika ou chikungunya contraídos no Rio Grande do Sul, mas de dengue, sim. Por isso, temos que eliminar o acúmulo de água para não deixar o mosquito se proliferar e começar uma epidemia”, alerta Letícia. Atualmente, há no município duas suspeitas de dengue, das quais uma o paciente esteve fora do estado e outra, não.

(Foto: Carina Furlanetto)

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