Bento tem um caso de dengue confirmado e 22 em análise

Conforme a prefeitura, neste ano já foram identificados 70 focos do mosquito Aedes aegypti no município. Cinco mortes já foram confirmadas no RS

Foto: Divulgação

*Matéria atualizada às 17h do dia 12/04

Nesta semana a prefeitura de Bento Gonçalves, por meio da secretaria de Saúde, confirmou um caso de dengue no município. Outros 22 estão sob análise. De acordo com a prefeitura, o morador confirmado teria contraído a doença em outra cidade. Ele passa bem e se recupera em casa. Até o momento, 70 focos do mosquito Aedes aegypti já foram identificados somente neste ano em Bento.

Na última sexta-feira, 08/04, a secretaria Estadual da Saúde confirmou mais quatro óbitos por dengue no RS, passando ao total de cinco neste ano. Já são quase 8 mil casos registrados desde janeiro – de acordo com o painel de monitoramento do Estado -, número que já supera as ocorrências de 2021 no mesmo período. Na 5ª CRS, de Caxias do Sul, o número é de 86 casos.

As últimas mortes confirmadas aconteceram com moradores de Cristal do Sul (mulher, 85 anos), Horizontina (mulher, 70 anos), Jaboticaba (mulher, 73 anos) e Igrejinha (homem, 79 anos). Os óbitos ocorreram entre os dias 19 de março e 3 de abril. Antes desses, já havia sido confirmada a morte de uma idosa de 76 anos residente de Chapada em 9 de março.

Ano passado, ao todo, o Rio Grande do Sul registrou 11 óbitos pela doença. Contudo, considerando o mesmo período (primeiras 13 semanas do ano), foram três óbitos em 2021 contra os cinco que já tiveram resultado positivo em 2022. Nesse mesmo intervalo do ano passado, haviam sido confirmados 3,9 mil casos contraídos dentro do Estado (autóctones) enquanto esse ano já são 4.952 registros.

Infestação em 88% das cidades gaúchas

O Rio Grande do Sul possui 435 municípios considerados infestado pelo Aedes aegypti. É o maior número de cidades nessa situação na série histórica do monitoramento, realizado desde 2000.

Diante do aumento de focos e das confirmações de casos, agentes de endemias de Bento Gonçalves têm ampliado as visitas às residências, empresas e espaços públicos, a fim de identificar possíveis criadouros. Semanalmente, são realizadas cerca de mil visitas.

A médica veterinária da Vigilância Ambiental do município, Analiz Zattera, destacou sobre o serviço e os cuidados que a população deve tomar: “a melhor e mais eficiente maneira de combater o mosquito é impedindo que nasçam. Para isso, é necessário que todos os depósitos passíveis de acumular água sejam eliminados ou depositados em locais cobertos que não permita a entrada de água”.

Confira algumas dicas para evitar o aparecimento do mosquito:

– O lixo reciclável deve ser encaminhado para coleta de lixo em sacos bem fechados.

– Garrafas devem ser guardadas de boca para baixo

– Tonéis de coleta de água da chuva devem permanecer muito bem tampados e vistoriados semanalmente para verificar presença de larvas.

– Caixas de água de uso da casa devem permanecer hermeticamente fechadas.

– Pneus devem ficar em áreas cobertas ou encaminhados para coleta. Piscinas devem ser tratadas durante todo ano.

– Vasos de flores e floreiras devem ficar sem pratos.

– Plantas cultivadas em água devem ser transferidas para terra.

– Lajes de casas devem ter escoamento e ralos devem ter tampa protegida por tela anti mosquito ou plástico.

– Onde a presença de mosquitos é constante deve-se usar repelentes de corpo e de tomada.

Sobre o mosquito

O Aedes aegypti tem em média, menos de 1 centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. Com hábitos diurnos, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer, o inseto (apenas a fêmea) se alimenta basicamente de sangue humano.

A reprodução acontece em água parada (limpa ou suja), onde os ovos são depositados.

Os principais sintomas da dengue são:

Febre alta (maior que 38.5°C) de início abrupto e que dura entre 2 e 7 dias

Dores musculares intensas

Dor ao movimentar os olhos

Mal-estar

Falta de apetite

Dor de cabeça

Manchas vermelhas no corpo

Ao apresentar os sintomas, é muito importante procurar a Unidade de saúde mais próxima, para diagnóstico e tratamento adequados.

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