Beto Albuquerque oficializa escolha por Vila Oliva

O governador Tarso Genro confirmou na tarde de ontem para políticos da região que o novo aeroporto regional da Serra será no Distrito de Vila Oliva. Na manhã desta sexta-feira, dia 20, foi a vez do secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, oficializar a escolha na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC).

Na coletiva de imprensa, o secretário esteve acompanhado do diretor do Departamento Aeroportuário do Estado (DAP), Roberto Barbosa de Carvalho Netto e explicou os motivos que definiram a escolha pela localidade. O relatório técnico e de viabilidade econômica foi apresentado aos presentes e entregue ao prefeito de Caxias, José Ivo Sartori (PMDB) e ao presidente da CIC, Milton Corlatti.

Antes mesmo do anúncio oficial, Albuquerque reiterou que a definição se deu 100% por motivos técnicos. “A única área em que é possível construir um aeroporto de grande porte, com um terminal de passageiros adequado, que tenha um pátio de estacionamento e de aeronoves e que tenha o menor impacto ambiental, é em Vila Oliva”, confirmou o secretário.

O aeroporto tem uma estimativa de investimentos de cerca de R$ 150 milhões. O valor não contabiliza desapropriações e infraestrutura rodoviária. Segundo Beto Albuquerque, o valor se enquadra em um projeto para o governo federal e a partir de agora uma comissão será formada para o encaminhamento das atividades.  “Nós propomos a criação de um grupo de trabalho formado pelas prefeituras da região, Coredes e iniciativa privada para o início do diálogo em todas as esferas. Temos de analisar possibilidade de recursos federais, analisar a possibilidade de concessão privada ou parcerias público/privadas”, explicou.

Beto Albuquerque também fez questão de legitimar a participação de outras cidades na luta pelo aeroporto regional, mas foi claro ao afirmar que a disputa estava encerrada. “A disputa acabou hoje. Agora é hora de união pelo aeroporto da região e do Rio Grande do Sul”. Entre os pontos apontados no estudo técnico como diferenciais para Vila Oliva estão a topografia do terreno, a inexistência de obstáculos na Zona de Proteção do Aeródromo, a diminuta presença de Áreas de Proteção Permanente (APP) e mata nativa e a reduzida ocupação urbana. Em contrapartida, como critérios deficitários na localidade de Monte Bérico foram citadas a acessibilidade, a topografia mais acidentada, a possibilidade de aproximação da ocupação urbana e a mata nativa existente na área.

Por fim, o secretário preferiu não precisar quando o novo aeroporto pode entrar em funcionamento. “Não temos como precisar datas. Temos que trabalhar juntos para ganhar tempo. Quanto antes tivermos a área resolvida, o projeto concluído, os licenciamentos ambientais feitos e a definição se o aeroporto será público, privado ou um misto dos dois, mais cedo poderão começar as obras”, concluiu.

Maurício Reolon

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