Brasil passará a aplicar dose de reforço em idosos e pessoas imunossuprimidas em setembro

Uma medida que já vinha sendo avaliada e indicada por profissionais da saúde vai ser posta em prática no Brasil a partir do dia 15 de setembro: idosos com mais de 80 anos e pessoas imunossuprimidas deverão receber uma dose de reforço da vacina contra a COVID-19. A medida, conforme anúncio feito pelo ministro da Saúde Marcelo Queiroga na noite de terça-feira, 24/08, vale para aqueles que já tomaram a segunda dose há pelo menos seis meses. O imunizante escolhido pra dose de reforço será a Pfizer.

Conforme o coordenador médico da UPA 24h de Bento Gonçalves, Amauri Vargas, a importância de uma dose de reforço se tornou evidente a partir da constatação da baixa de anticorpos em pessoas idosas e imunossuprimidas. Isso porque esses foram os primeiros grupos contemplados com a vacina no Brasil. “A gente tem concluído que, depois de algum tempo, essas pessoas estão perdendo os anticorpos da vacina e ficando com aqueles anticorpos de memória, mas não se tem conclusão de que esses anticorpos de memória defendam igualmente. Por isso a importância da terceira dose para a melhora da resposta imune”, explica. 

O médico ainda reforça que, em outros países onde a terceira dose já está sendo aplicada, tem se notado uma redução nas hospitalizações desses grupos. Dessa forma, ele reforça que a prioridade deve ser esses pacientes que têm maiores chances de evoluírem para quadros mais graves. “Algumas pessoas defendem a vacinação dos adolescentes antes, mas temos que pensar que é muito raro uma criança ou adolescente evoluir para óbito. Temos que avaliar o que é mais urgente, que é evitar mortes”, reforça Amauri. 

Questionado sobre as vacinas que irão necessitar de reforço, Amauri comenta que é difícil concluir devido ao tempo em que elas estão sendo aplicadas no país e em Bento Gonçalves. “A única que estamos aplicando há mais de seis meses é a CoronaVac, a qual conseguimos ter um panorama melhor e definir que realmente precisa de uma terceira dose. Conforme estudo da USP [Universidade de São Paulo] divulgado na segunda-feira [23/08], uma terceira dose da CoronaVac protege mais”, cita. 
 

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