Casa contêiner é arrastada por 350 km após enchente no Rio Uruguai

O contêiner passou por pelo menos nove cidades gaúchas e da Argentina até chegar em Porto Xavier

Foto: RBS TV/Reprodução

Uma casa contêiner de 12 toneladas “viajou” mais de 350 quilômetros da cidade de Palmitos, no oeste catarinense, até Porto Xavier, no Noroeste gaúcho. A estrutura foi levada pelo Rio Uruguai durante a enchente que causou transtornos em diversas cidades do norte do Estado na metade de outubro.

O contêiner passou por pelo menos nove cidades gaúchas e da Argentina até chegar em Porto Xavier. Lá, ribeirinhos fizeram uma verdadeira operação para retirar a estrutura da água.


O grupo conseguiu conduzir o contêiner para perto de uma ilha, amarraram a casa em árvores e, quando o rio baixou, usaram tratores para tirar da água e arrastar para terra firme, em um local onde há um pesqueiro em Porto Xavier.

“Ele tem uma camada de concreto no fundo, que pesa muito, fora o container de toneladas. Não foi fácil, os dois tratores “patinavam” para conseguir arrastar a estrutura até terra firme”, relata o empresário de pesca esportiva Davio Weber, que ajudou na retirada do contêiner.

Antes de ser levada pela água, o contêiner servia como casa de veraneio e ficava no balneário de Ilha Redonda, às margens do Rio Uruguai. Ela era equipada com móveis e eletrodomésticos, que foram retirados antes da enchente. 

Próximos passos

O dono da estrutura, o empresário Diacir Roque Vignatti, disse que ficou impressionado com a distância percorrida pela casa. Agora, ele pretende ir até Porto Xavier para avaliar a retirada da estrutura e o encaminhamento de volta a Santa Catarina. “Estamos avaliando ainda por que ele está bastante danificado e numa ilha, com difícil acesso pra tirar para levar para a margem do rio”, relata o proprietário. 

Quem mora na beira do Rio Uruguai já está acostumado a ver objetos flutuando e sendo levados pela água. Mas foi a primeira vez que avistaram uma casa contêiner. “O que tem que boia dos acampamentos e casas atingidas depois da chuva… O que o pessoal não consegue tirar cruza por aqui. Se tivéssemos tempo para juntar tudo, dava para mobiliar umas quantas casas”, terminou Weber.


Fonte: Gaúcha ZH