Caso Ducati: novo julgamento será segunda-feira

Está marcado para a próxima segunda-feira, dia 4, o novo julgamento de Alexandre Augusto Kulnig de Bragança Soares de Souza, 32 anos, também conhecido como Carioca. Souza havia sido condenado a 15 anos de prisão em regime fechado, acusado de ter matado a namorada, a bento-gonçalvense Caroline Ducati, no dia 15 de setembro de 2005, mas o júri foi anulado. O primeiro julgamento aconteceu em 10 de março de 2014 após mais de 12 horas de trabalhos no Fórum de Garibaldi, mesmo local onde será realizado o novo júri.

O julgamento que anulou o júri de Alexandre ocorreu no dia 20 de novembro do ano passado. Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado entenderam que a sessão plenária que condenou o jovem não respeitou cinco situações exigidas no Código de Processo Penal. Uma delas é a não gravação do depoimento de uma testemunha em plenário. Outro ponto levantado pela defesa foi a referência que a acusação fez ao réu, que preferiu silenciar nos debates, durante o julgamento.

Segundo o promotor de justiça Paulo Manjabosco, o novo julgamento será aos moldes do anterior. “Nesse novo júri, a pedido da defesa, teremos um depoimento a menos”, aponta. De acordo com o promotor a duração do julgamento deverá levar todo o dia.

Antes da condenação, Carioca chegou a permanecer preso até janeiro de 2006. Á pedido da Defesa, ele foi transferido ao Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre, onde permaneceu até novembro de 2006, quando teve a liberdade concedida pelo Superior Tribunal de Justiça. Atualmente, ele mora no Rio de Janeiro com a mãe e segue o tratamento psicoterapêutico.

O crime

Caroline Ducati foi morta pelo então namorado após uma discussão do casal no dia 15 de setembro de 2005, no apartamento do réu, no centro de Garibaldi. A vítima apresentava marcas de facada por todo o corpo, inclusive nas mãos, demonstrando que ela tentou, em vão, se defender. O assassinato foi descoberto após os moradores do andar de baixo perceberem sangue escorrendo por um dos lustres. Os policiais arrombaram a porta e encontraram Caroline já sem vida. O réu estava deitado junto ao corpo, com os pulsos e parte de um dos braços cortados.

Reportagem: Jonathan Zanotto

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