Cavalo encilhado

Nós, gaúchos, crescemos ouvindo que “Cavalo encilhado não passa duas vezes…”.

Trata-se, no caso, de uma forma de fazer com que não percamos uma oportunidade.

Em contraponto, somos acostumados, também, a saber que cada escolha nossa importa em uma renúncia. Às vezes, a escolha nem é a mais difícil, mas a renúncia é.

Com isso, temos a clara impressão de que estamos, sempre, perdendo alguma coisa. Mas estamos mesmo sempre perdendo alguma coisa ou, simplesmente, em favor de uma, abrimos mão de outra? Ou seja, ganhamos uma em detrimento de outra? Ou, ainda, será que aquilo que queríamos realmente era aquilo de que precisávamos? Ou era o melhor para nós? Será que aquela oportunidade que surge, nem sempre aparentando ser a melhor, não é, de fato, aquela que nos fará mais feliz e nos mostrará o verdadeiro caminho, o sentido das coisas?

Ainda, se somos apenas peças de um jogo traçado por um ser superior, de que adiantariam as nossas escolhas? Será que nossas escolhas interferem mesmo no destino? Ou será que são apenas mais uma forma do Criador fazer com que tenhamos uma pseudoideia de sermos senhores dos nossos destinos?

Mas e o livre arbítrio? Como fica?

Não seria o livre arbítrio mais uma forma de vermos o cavalo, de sabermos qual cavalo montar? Ou, ainda, de sabermos que aquele cavalo deve passar?

Mas, repito: e se passar, será que não era o melhor que poderia ter acontecido?

Repito mais uma vez: nem sempre aquilo que queremos é realmente aquilo que era o melhor para nós!

Nós devemos ter a plena consciência de que somos falhos, imperfeitos, em eterna evolução. Temos que ter a consciência de que não somos perfeitos.

Por outro lado, sou forçado a acreditar que Deus é perfeito! E o tempo de Deus também!

Então, o que se tem, com essa ideia, é que aquela encilha também não era para nós! Deixemos ir! Deixemos o cavalo encilhado do outro encontrar o outro. Afinal, eu, sim, acredito que aquilo que é nosso chegará até nós, que as coisas acontecem como tem que acontecer e que, por isso, saberemos montar quando o nosso cavalo passar encilhado.

Afinal, mais uma vez repetindo coisas já ditas acima: O TEMPO DE DEUS É PERFEITO!

Até a próxima!

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