Celulite: o mal do verão!

Popularmente conhecida como “celulite”, a Fibro Edema Geloide (FEG) é uma disfunção caracterizada pelo acúmulo de gordura sob a pele que atinge mais de 85% das mulheres de todas as raças. Com a chegada do verão e aquela vontade de curtir uma piscina ou viajar para a praia, o corpo acaba ficando mais exposto, e com isso evidenciando aquelas alterações na superfície da pele, comparado muitas vezes com o aspecto de uma casca de laranja.

A celulite consiste em uma infiltração edematosa e não inflamatória do tecido conjuntivo subcutâneo, seguida de polimerização da substância fundamental, que, infiltrando-se nas tramas, produz uma reação fibrótica consecutiva. As causas não são plenamente conhecidas, e poucos são os estudos neste sentido, mas o que se percebe é que inúmeros fatores podem contribuir para o aparecimento da celulite, podendo ser hereditários, levando em consideração o sexo, a etnia, o biotipo corporal e a distribuição de gordura, também por problemas circulatórios, alterações hormonais e principalmente o estilo de vida, como uma má alimentação, sedentarismo e hábitos tóxicos.

Como se não bastasse, além de ser uma afecção multifatorial, ainda pode ser classificada conforme o grau de severidade de acordo com alterações histopatológicas observadas, sendo: grau I – a celulite só é visível através da compressão do tecido entre os dedos ou da contração muscular voluntária; grau II – as depressões são visíveis mesmo sem a compressão dos tecidos; grau III – o acometimento tecidual pode ser observado quando o indivíduo estiver em qualquer posição; e o grau IV – tem as mesmas características do grau III, com nódulos mais palpáveis, visíveis e dolorosos, além de aderência nos níveis profundos e aparecimento de um ondulado óbvio na superfície da pele.

O lado bom de tudo isto é que o quadro pode ser reversível na maioria das vezes e inúmeros são os protocolos que podem auxiliar. Entre eles podemos citar a carboxiterapia, mesoterapia, ultrassom, endermoterapia, entre outros. Mas, tudo deve começar principalmente pela mudança de hábitos, como uma alimentação mais saudável, ingerir bastante água, a prática de atividade física e manter o intestino saudável. Intestino? Sim, tudo começa por ele, mas isto é assunto para outro momento. 
 

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