Cerca de 5 mil pessoas passaram pelo Vieni Vivere la Vita, em Monte Belo do Sul

Edição especial do Festival comemorou os 30 anos de emancipação do município, e teve programação nos dias 19 e 20 de março

Monte Belo do Sul comemorou os 30 anos de sua emancipação política ontem (20) de forma especial: celebrando, também, o sucesso da terceira edição do Vieni Vivere la Vita: cerca de cinco mil pessoas prestigiaram o festival, cuja programação ocorreu no sábado e no domingo, pelas ruas do centro da cidade.

“O resultado superou nossas expectativas e estamos muito contentes por isso. Essa edição especial, realizada em um momento emblemático, consolida a vocação turística de Monte Belo do Sul e, de forma muito significativa, contribui com os negócios locais, representados pelos expositores participantes, além, claro de valorizar a cultura e o talento dos artistas regionais”, disse o secretário municipal Álvaro Manzoni, de Cultura e Turismo.

Pela Praça José Ferlin e arredores, o público se divertiu assistindo a apresentações musicais e aproveitando a farta gastronomia, vinhos, espumantes e sucos de uva e, também, o artesanato local. A festa, aos pés da Igreja Matriz de São Francisco de Assis, padroeiro de Monte Belo, teve seu ponto alto na tarde de domingo (20) com a praça lotada por um público oriundo de quase todos os municípios da Serra, bem como turistas de outros estados. “As pessoas estavam carentes desse tipo de evento que vende um turismo sustentável, de experiência, que agrega valor ao nosso potencial turístico e movimenta a economia, principalmente dos empreendedores que neste ano vieram em maior número para apresentar seus negócios na praça”, afirmou Manzoni.

Crédito: Vagão Filmes, Augusto Tomasi/Gustavo Bottega

BARRACA DO CAPELETTI

Um dos empreendedores participantes do festival e fez grande sucesso foi a familia que comercializou capeletti e pastel fritos, entre outros pratos de um vasto cardápio. A costureira Eliane Baldasso fritava capeletti, caseiro, vindo de Carlos Barbosa, com a ajuda a nora Renata Facci, dona da banca, há duas edições. Até o meio da tarde de domingo já haviam vendido cerca de 270 quilos de capeletti. “É o carro chefe, tem muita saída”, conta ela, entre sorrisos de satisfação. A segunda iguaria mais procurada é o pastel de queijo, frito na hora por Lurdes Marchiori Faccin, mãe de Renata, A contabilidade indicava até às 16h deste domingo a venda de mais de 600 pastéis de carne e outros 300, aproximadamente, de queijo.

Crédito: Vagão Filmes, Augusto Tomasi/Gustavo Bottega

CUTELARIA AO VIVO

Quem chamou a atenção de boa parte dos visitantes do festival Vieni Vivere la Vita foi o cuteleiro Adelar Filippon, 61 anos. Com uma mini forja elétrica ele tornava ferro em brasa e martelava sobre uma bigorna, dando forma de faca a pedaços de mola e peças de ferro de várias origens. Ele conta que a cutelaria está na família desde o seu bisavô, que era ferreiro na Itália e veio para o Brasil em 1883, e que ele mesmo pratica a arte desde a infância. Com atelier no interior de Monte Belo do Sul, na linha Santa Bárbara, Filippon conta que as facas mais procuradas são as de churrasco, seguidas pelas que são utilizadas na cozinha para corte de carnes, verduras e legumes. Na feira deste final de semana ele fez boas vendas, mas não comentou números. “A procura por facas artesanais cresceu muito, a cutelaria artesanal está em alta, é moda”, diz.

Crédito: Vagão Filmes, Augusto Tomasi/Gustavo Bottega

PRODUTOS COLONIAIS

Outra banca movimentada foi a de Larissa Gabriel, comercializando produtos coloniais como doces variados, chimias, compotas, figos in natura, queijos e salames, entre outros. Ela conta que sempre participa dos eventos em Monte Belo do Sul, município onde a família produz o que comercializa. A procura é grande principalmente pelas compotas, frutas naturais e doces que são colocados à venda. “A gente vende de tudo, mas nosso carro chefe são as chimias que produzimos o ano inteiro”, revela a dona do negócio.

FRIO

A terceira edição do Vieni Viveri la Vita teve, realmente, cara de outono. A temperatura não ultrapassou os 20 graus e o sol, tímido, disputava espaço no céu nublado. Esse contexto obrigou Rosalina Remus Favero, 88 anos, a se agasalhar fazendo do casaco uma touca, para amenizar o efeito do vento. Mas não a impediu de apreciar de perto a programação do Festival. Ela e o marido, Oli Francisco Favero, 90 anos, são moradores de Santa Tereza, e estavam na cidade vizinha para assistir, principalmente, às atrações musicais. “Nós viemos sempre porque a gente gosta de festa, de ver povo e das apresentações”, afirmou Oli.

PRÓXIMA EDIÇÃO

A agenda de eventos de Monte Belo do Sul tem como próximo destaque o ‘Polentaço’, no mês de maio, realizado desde 1996 e conhecido nacionalmente pelo tombo de uma polenta gigante, depois servida aos visitantes. Em novembro, está confirmada a quarta edição do Vieni Vivere la Vita, ainda como parte das comemorações alusivas aos 30 anos de Monte Belo.

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