Com dívida de R$ 452 milhões, dona do Snownland, em Gramado, entra em recuperação judicial

A Gramado Parks justificou que passa por dificuldades econômico-financeiras que começaram com os impactos da pandemia da COVID-19

Foto: Snownland/Divulgação

As empresas de atrações turísticas Snownland e Acquamotion e o empreendimento imobiliário Gramado Parks, de Gramado, entraram em recuperação judicial. O pedido já foi autorizado pela Justiça e envolve três dos quatro negócios da companhia, que, juntos, somam uma dívida de R$ 452 milhões.

Em março, a Gramado Parks conseguiu na Justiça uma medida que suspendeu, por 60 dias, o pagamento de dívidas. Depois, a partir de um recurso, a então diretoria foi destituída e assumiu, no lugar, um representante de fundos de investimentos, que desistiu da suspensão do pagamento.


A direção antiga, porém, entrou com um outro pedido na Justiça, que fez os acionistas fundadores retomarem o controle de três dos quatro fundos controladores do grupo. A partir daí, protocolaram o pedido de recuperação judicial.

No despacho da Justiça, a Gramado Parks explica que as três empresas sobre as quais está com o controle somam dívidas de R$ 452 milhões. São os braços de venda de multipropriedade, gestão de rodas-gigantes e gestão de parques.

A Gramado Parks justificou que passa por dificuldades econômico-financeiras que começaram com os impactos da pandemia da covid-19. A empresa também alega que, por conta disso, precisou recorrer à captação de recursos.

Agora, a companhia terá 60 dias para apresentar um plano de pagamento das dívidas, que deverá ser aprovado pelos credores em assembleia geral e, depois, homologado pela Justiça.

A Fortesec disse que o pedido e a decisão judicial não envolve a empresa Gramado Parks, somente as demais do grupo, e que em relação a elas, o único certificado de recebíveis emitido pela Fortesec é da Brasil Parques, com montate anual de R$ 266 milhões.


Veja nota da Gramado Parks

“Informamos que, nesta segunda-feira, 17/04, foi deferido pela Justiça de Caxias do Sul o pedido de recuperação judicial de três holdings (e suas subsidiárias) do Grupo Gramado Parks: GPV, ARC Rio e BPQ.

A medida garante a preservação das atividades e dos mais de 2.000 empregos gerados pelo grupo, enquanto será preparado um plano de pagamento dos credores, a ser analisado em assembleia geral, conforme estabelece a legislação — e sob a supervisão da Justiça.

O fortalecimento da empresa e a geração de oportunidades e desenvolvimento é o objetivo da reestruturação das companhias, para manutenção de um dos maiores grupos de hospitalidade e entretenimento do país.

Ainda, informamos que já estamos em contato com nossos principais credores, buscando uma solução célere para a reestruturação, de modo a não afetar os postos de trabalho e o normal funcionamento das atividades.


Para nossos colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores: nada muda. Seguiremos com nossas atividades, a partir de agora ingressando em um momento mais propício para nos fortalecermos e continuarmos nossa caminhada.

Obrigado pela confiança e parceria. Estamos juntos”.