Cozinha comunitária: mesmo com dinheiro em caixa, projeto espera há cinco anos

O que poderia ser um espaço para formação profissional e social de famílias de baixa renda, além de prover alimentos a pessoas carentes, aguarda há cinco anos para sair do papel. A construção de uma cozinha comunitária em Bento Gonçalves foi aprovada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em maio de 2011 e a verba de R$ 450 mil foi repassada para o município ainda em julho de 2012. O prazo para utilização do recurso encerra em 30 de dezembro.

A questão foi levantada pelo vice-prefeito Mario Gabardo, durante ida a Brasília há duas semanas. Segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura, a proposta precisa passar por readequações para então poder ser licitada. Esta seria a justificativa para que o valor não tenha sido usado até então. Pelo projeto inicial, a contrapartida do município seria de apenas R$ 39 mil, além de disponibilidade de terreno para construção. Em 2014, duas concorrências foram abertas, mas em nenhuma delas houve empresas interessadas em realizar a obra.

A cozinha seria construída na rua Arlindo Franklin Barbosa, no bairro São Roque, junto à Unidade Básica de Saúde (UBS) existente no bairro, onde já funciona a Escola Infantil Mamãe Coruja e o Centro de Referência em Assistência Social (Cras). A proposta é que o local pudesse ser um espaço aberto aos usuários dos serviços públicos que estão localizados próximos, disponibilizando também atividades de inclusão social produtiva com cursos de culinária e gastronomia, bem como de atividades de educação alimentar e nutricional. A estrutura seria abastecida com alimentos produzidos por agricultores familiares do município e da região.

Saiba mais

As Cozinhas Comunitárias são equipamentos públicos de alimentação e nutrição, com capacidade mínima de produção de 100 refeições diárias e funcionamento em pelo menos cinco dias por semana. Além de fazerem parte de uma estratégia de ampliação da oferta de refeições nutricionalmente balanceadas, estas unidades representam também inclusão social produtiva e fortalecimento da ação coletiva e da identidade comunitária.

(Foto: Carina Furlanetto)

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