Cresce procura por atendimento pediátrico no Tacchini

O que tem chamado atenção das equipes multiprofissionais é que esse aumento já vem acontecendo desde início de abril, ao contrário de anos anteriores, quando era registrada a partir de maio

Foto: Tiago Flaiban/Tacchini

Nas últimas semanas, o aumento nos casos de doenças respiratórias fora de época ampliou a procura por emergências pediátricas nos hospitais de diversas regiões do Rio Grande do Sul. O mesmo efeito também está sendo percebido no Pronto Socorro (PS) do Hospital Tacchini. 

Demanda antecipada

O que tem chamado atenção das equipes multiprofissionais é que esse aumento de demanda no PS pediátrico já vem acontecendo desde início de abril, ao contrário de anos anteriores, quando era registrada a partir de maio. O principal motivo para isto é que os vírus respiratórios mais comuns no inverno, como Rinovírus, Bocavírus, Influenzas e principalmente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) já estão circulando. 

Tempo de espera no PS

Para lidar com o aumento do volume de atendimentos no PS pediátrico, o Tacchini reforçou as equipes multiprofissionais no setor. Mesmo assim, o tempo de espera médio por atendimento segue maior do que em outros momentos, sobretudo para os casos pouco urgentes, de acordo com a classificação do Protocolo de Manchester

Adotado pelos principais hospitais do mundo, o método de triagem propõe uma avaliação do quadro clínico do paciente e, a partir da identificação das reais necessidades dos pacientes, realiza a classificação de gravidade de cada caso. O protocolo de Manchester garante que pacientes mais graves sejam priorizados em detrimento dos menos urgentes. 

De acordo com estatística do Pronto Socorro do Tacchini, nas últimas semanas, 87% dos casos pediátricos atendidos foram classificados como pouco urgentes. De acordo com a Dra. Simone Caldeira Silva, coordenadora médica das UTIs Pediátrica e Neonatal do Tacchini, esse perfil de pacientes encontram maior benefício ao buscar por atendimento ambulatorial, em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou consultórios privados, facilitando o acesso de casos mais graves à estrutura hospitalar. 

“A maioria dos casos são leves. Entendemos que qualquer febre já deixa os pais alarmados, mas somente esse sintoma não é motivo para levar ao PS. Se a criança não mostrar sinais de abatimento, como perda de apetite ou sonolência excessiva, é sinal de que há tempo para ligar para o seu pediatra de referência e levar a criança ao consultório ou à Unidade Básica de Saúde para uma consulta”, descreve a pediatra. 

Sintomas de alerta 

Ainda conforme a Dra. Simone, existem alguns sinais de alerta que devem ser levados em conta na hora dos pais decidirem se levam ou não a criança ao hospital. Ao apresentar pelo menos dois dos seguintes sintomas, é aconselhável levar a criança ao hospital:  febre persistente, com pelo menos 48h de duração; sonolência excessiva; tosse persistente, vômitos em jato, esforço respiratório e lesões na pele. 

Como evitar o contágio

A pediatra Flávia Cristina Tomasi Grossi lembra que, mesmo que uma série de vírus estejam em circulação na população, existem formas de prevenir o contágio. Entre eles, evitar a mudança brusca de temperatura, não permanecer em locais fechados por muito tempo, evitar a visitação a bebês antes dos 6 meses de idade, manter boa hidratação e alimentação saudável, além de manter o cartão de vacinação em dia. 

“A retomada da medicação preventiva para pacientes crônicos é fundamental também, sobretudo nesse contexto de retomada das aulas presenciais. Não é preciso esperar uma descompensação no quadro clínico da criança para procurar ajuda”, descreve a Dra. Flávia.

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