Custo da cesta básica cresceu 12% desde o início do ano em Bento

Ir ao mercado fazer as compras do mês ou da semana é uma situação cotidiana, mas que nos últimos meses vem testando o orçamento das famílias. Manter armários e geladeira abastecidos com alimentos variados é uma tarefa cada vez mais difícil. Em Bento, o desafio não é diferente. O SERRANOSSA avaliou a pesquisa realizada mensalmente pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Bento e constatou que, de janeiro a agosto, o valor da cesta básica cresceu cerca de 12% na cidade. Em janeiro, o preço dos 32 itens pesquisados custava, em média, R$ 214,74. Já em agosto o valor subiu para R$ 240,19.

Apenas quatro itens apresentaram pequena queda – óleo de soja, arroz, sabão em pó e esponja – os outros 28 subiram de preço (confira a lista ao lado). O açúcar, feijão e as carnes são os que apresentaram maior alta. A desvalorização do real, mudanças nos hábitos de consumo e ao aumento da inflação, aliados à crise econômica criada pela pandemia da Covid-19, foram as principais causa do aumento, de acordo com economistas.

Para a supervisora da Área de Preços do Departamento Sindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patricia Costa, que falou na Câmara dos Deputados na quarta-feira, 29/09,  o aumento no custo dos alimentos aumentou mais de 20% no Brasil. Entre os itens da cesta básica, Patricia Costa destacou que o preço do óleo de soja subiu cerca de 98,5% entre março de 2020 e agosto de 2021. O preço da carne bovina variou 46,51%. A economista também criticou a falta de estoques reguladores que estariam zerados para vários produtos desde 2017.


 

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