Em passagem por Bento, presidente da CNTM fala sobre lutas do setor metalúrgico

As lutas do setor metalúrgico por direitos, salários e empregos forma tema de entrevista coletiva concedida pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Miguel Torres, também vice-presidente da Força Sindical, em sua passagem por Bento Gonçalves na manhã desta terça-feira, dia 30 de agosto. “Estamos passando por uma das mais graves crises econômicas da história do país e precisamos urgentemente encontrar alternativas para socorrer as indústrias, geradoras de renda e, principalmente, empregos. Se insistir na manutenção de uma política que valoriza somente o sistema financeiro, causando mais inflação, juros altos e desconfiança, o Brasil não terá condições de superar a recessão”, disse.

Torres está em Bento Gonçalves para participar de reunião do setor, que será realizada no município. Ele recebeu a imprensa na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Bento Gonçalves (Stimmme-BG). Sobre o atual cenário político, o líder sindical ressaltou que o movimento não aceita a retirada de direitos da classe trabalhadora, destacando também os desafios das campanhas salariais em andamento em defesa das conquistas sociais e por reajustes salariais dignos para os trabalhadores.

Renovação da Frota de Veículos

Um dos pleitos da categoria é a proposta de Renovação da Frota de Veículos – apresentada recentemente para o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori. Ela é considerada pela classe uma das principais medidas para o Brasil sair da recessão econômica. O projeto, aprovado durante o Seminário do Setor Metalúrgico da CNTM em novembro de 2015, é defendido como um gesto concreto pró-retomada do desenvolvimento e geração de postos de trabalho. Replicando um modelo de gestão bem-sucedido em outros países, visa a estimular a compra de veículos novos e criar, a médio e longo prazo, cerca de três milhões de postos de trabalho. O setor se mobiliza para pressionar o Governo Federal a implantar o plano.

A iniciativa tem uma série de vantagens, incluindo questões ambientais e segurança no trânsito – estima-se que 25% da frota de caminhões tenha mais de 30 anos e que 65% deles se envolvem em acidentes. Além disso, também faria surgir no país uma indústria de reciclagem para automóveis, ônibus, motocicletas, caminhões e tratores. “Um emprego criado em uma montadora pode abrir outros 18 em toda a cadeia produtiva, desde a extração do minério até autopeças e reciclagem”, explica.

 

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