Embalagens plásticas podem ser prejudiciais

O plástico sempre é um vilão das embalagens alimentícias, por ser capaz de passar compostos químicos aos alimentos. Na tentativa de tornar esse tipo de recipiente mais saudável, as substâncias ftalato de di-isodecilo (DIDP) e o ftalato de di-isononilo (DINP) foram adicionados ao produto, substituindo outros compostos similares e até então considerados seguros. 

No entanto, dois novos estudos publicados em julho mostram que esses componentes não são tão seguros assim. O primeiro, que saiu na edição de julho do “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”, mostrou que esses compostos químicos estão relacionados a um aumento da resistência à insulina em crianças e adolescentes. Neste quadro, o hormônio insulina (responsável pelo transporte do açúcar para dentro das células) tem dificuldade para agir nos tecidos do corpo, sendo necessário um aumento de sua produção. A resistência à insulina, quando não diagnosticada, pode evoluir para o diabetes. Para chegar a estas conclusões, eles mediram a quantidade do DIDP e DINP na urina de 356 adolescentes entre 12 e 19 anos, entre 2009 e 2012.

Já o segundo estudo, publicado no último dia 8 de julho no jornal “Hypertension”, mostrou que esses mesmos compostos aumentam a prevalência de hipertensão em crianças. Dessa vez, ele foi feito em crianças e adolescentes com idade entre seis e 19 anos, também durante os anos de 2009 e 2012. 

Este composto pode ser encontrado em embalagens plásticas de produtos industrializados, como sachês ou caixinhas de produtos congelados. Para evitar que eles se espalhem para a comida, o ideal é não colocar estas embalagens direto no micro-ondas e não higienizar esses recipientes na máquina de lavar com os pratos, para evitar contaminações.

Portal Minha Vida


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