Estado aceita recurso e Serra permanece na bandeira laranja

A Serra Gaúcha permanecerá mais uma semana em bandeira laranja, de acordo com mapa definitivo do Distanciamento Controlado, divulgado na tarde desta segunda-feira, 23/11. Na sexta-feira passada, 20/11, a região tinha sido classificada preliminarmente em bandeira vermelha. Após o recebimento de recursos, o estado acatou o pedido da Serra. Com isso, oito regiões do estado permanecem em vermelha.

Apesar de aceitar o recurso de algumas regiões, o estado está intensificando a campanha de prevenção ao Coronavírus, devido ao aumento de casos e internações. De acordo com dados trazidos pelo governador, no momento o estado está vivendo um novo período de curva crescente da pandemia. A internação por leitos clínicos, por exemplo, havia tido o pico no final de julho, decaindo nos meses seguintes e estabilizando em outubro. Agora, em novembro, a taxa de ocupação voltou a subir. Nesse domingo, 22/11, foi registrado um aumento de 18% na ocupação de leitos clínicos em relação à semana anterior.  

Em relação aos leitos de UTI, no dia 22/11 o estado registrou um crescimento de 8% em relação à semana anterior. No momento de pico da pandemia, registrado entre o final de julho e começo de agosto, a variação percebida de uma semana para outra foi de 2%. A taxa de ocupação em UTIs hoje está em 75,7%, sendo que, há algumas semanas, essa taxa chegou a 69%. 

Atualmente, o estado tem 0,88 leitos livres para cada leito ocupado em UTI COVID-19. Na Serra Gaúcha, há 0,65 leitos livres para cada leito ocupado. 


Eduardo Leite na tarde desta segunda-feira, 23/11, durante transmissão ao vivo pelo Facebook. Imagem: Reprodução/Facebook
 

“Temos leitos, mas é uma situação que inspira cuidados. O vírus esta numa situação de disseminação crescente, leitos estão sendo ocupados de forma crescente. Entao é muito importante que a população evite aglomerações e eventos onde não haja os cuidados devidos”, ressaltou Eduardo Leite. 

Já a taxa de mortalidade continua em um patamar abaixo do país – são 57,1 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes. No Brasil, a média é de 80 mortes para cada 100 mil habitantes. A taxa de excesso de óbitos também é menor no estado – em relação aos cinco anos anteriores, o RS teve apenas 3% a mais mortes neste ano. Em outros estados, como Minas Gerais e Bahia, essa porcentagem chega a 16% e 38%, respectivamente.

Modelo de cogestão

Mesmo que a região de Caxias do Sul (Serra Gaúcha) permanecesse em bandeira vermelha, os municípios podem adotar o modelo de cogestão, o qual contém protocolos mais brandos para os diversos setores. No caso do comércio, por exemplo, as lojas poderiam funcionar com 50% dos trabalhadores e lotação de 25%. Já na educação, apenas escolas de idiomas, de música e dança, por exemplo, poderiam funcionar. As demais, apenas o Ensino Superior e Médio para atividades de conclusão de curso.
 

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