Estande Vinhos do Brasil foi destaque na ExpoVinis

Desde sua primeira participação na feira, há quatro anos, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) registra somente crescimento. Em 2008, eram apenas sete vinícolas participantes; em 2009, foram 24; em 2010, 35 e em 2011, 31 devido a opção por estande próprio de muitas delas.

Para o diretor executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, a feira demonstrou estar identificada com diferentes regiões do Brasil onde existe a produção de vinho. “Os estandes brasileiros foram os mais movimentados e disputados pelos visitantes. Tudo isso começou com um trabalho de posicionamento estratégico da marca Vinhos do Brasil iniciado em 2009 pela entidade e que sempre contou com o apoio do Sebrae, da Secretaria de Desenvolvimento do Estado e do Fundovitis”, explica.

Outro dado positivo é com relação às exportações, que em relação ao primeiro trimestre de 2010, praticamente triplicaram de valor. Segundo a gerente de exportação do Ibravin, Andréia Gentilini Milan, no ano passado foram exportados US$ 189 mil e neste ano US$ 544 mil. E o preço médio exportado também aumentou de US$ 2,50 para US$ 3,21 por litro.

Esse é um resultado obtido graças ao trabalho sério que vem sendo desenvolvido através do Wines From Brazil cujo foco é atingir oito mercado principais: Alemanha, Holanda, Suécia, Inglaterra, Polônia, Canadá, Estados Unidos e Hong Kong. O Ibravin também levou para a ExpoVinis três importantes compradores de vinhos do mundo de três países: Alemanha, Bélgica e França. A expectativa para 2011, segundo Andréia, é que a exportação de vinhos brasileiros atinja um valor superior a US$ 4 milhões.

Duas vinícolas bento-gonçalvenses vencem o Top Ten

A premiação mais aguardada da ExpoVinis certamente é o Top Ten que elege os 10 melhores vinhos participantes da feira a cada ano. Nesta edição, foram 156 amostras subdivididas em: espumante nacional (17), espumante importado (7), Sauvignon Blanc (4), Chardonnay (15), outras uvas brancas (15), rosados (8), tintos nacionais (32), tintos novo mundo (27), tintos velho mundo (23), fortificados e doces (8).

Entre os vencedores, dois vinhos produzidos em Bento Gonçalves: o Casa Valduga 130 Brut, vencedor da categoria espumante nacional e o Pizzato Dna 99, safra 2005 que ganhou na categoria Tinto Nacional.

O sócio-proprietário da Casa Valduga, João Valduga, destacou o posicionamento da vinícola no mercado, a paixão pela vitivinicultura, a aplicação do método champenoise levada à risca e o investimento de cinco a seis anos para obtenção desse resultado. A diretora comercial da Pizzato Vinhas e Vinhos, Jane Pizzato, declarou que esse vinho foi produzido com uvas de uma safra excepcional que foi a de 2005 e na área de produção do primeiro vinhedo da empresa que iniciou suas atividades no ano de 1999 – o que justifica o nome escolhido para a bebida. “Essa conquista vai fortalecer ainda mais a nossa relação com clientes e mercado e demonstra que, mesmo diante das dificuldades vividas pelo setor, como o alto preço dos impostos, é possível elaborar vinhos de valor agregado”, acrescenta.

 

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