Estratégias em RH: parcerias orgânicas

O atual mercado de produção enfrenta turbulências para atendimento de suas demandas, em razão da visível escassez de competências. Em face do avanço tecnológico e das estratégias de relacionamento que se tornam cada vez mais complexas, as pessoas enfrentam dificuldades em se atualizarem e, por consequência, as empresas não as encontram dispostas a contribuir nos níveis exigidos. Este quadro aparentemente caótico exige a tomada de decisões políticas que podem ser inseridas na legislação vigente, implantação de programas de capacitação em massa, construção de parcerias público-privadas, entre outras.

Segundo o especialista em Gestão Empresarial, psicanalista e mestrando em Educação, Paulo Campos, que atua na Aces RH, até que seja moldada e estruturada tão complexa cadeia de medidas, que atinja significativamente a base cultural do trabalho, as empresas sofrerão isoladas ou comunitariamente, tentando reduzir o gargalo, com medidas paliativas. Entre elas, a migração de competências, programas internos de treinamento, de parcerias com instituições educacionais e assim por diante.

“Dentro destas estratégias, as empresas fazem uso de escritórios especializados em Recursos Humanos e nós sabemos há tempos que as competências deixaram de ser ‘recursos’ e passaram ao status de ‘talentos’”, afirma. Assim, se os parceiros institucionais em programas de captação de competências ainda não discutiram o conceito básico que os move no mercado, é possível supor que também não discutiram estratégias conjuntas para transferência do gargalo.

Por isso, de acordo com Campos, é urgente a união institucional entre as empresas especializadas em RH e seus clientes, para que juntos – organicamente ligados – incorporarem conceitos, técnicas e práticas de gestão que deem conta de suprir a demanda. “Não só para captação, mas, principalmente, para retenção dos talentos”, explica .

Para o psicanalista, se as empresas forem observadas como times de futebol, será notado que: primeiro, é preciso escolher os jogadores em proporção ao nível do campeonato do qual se quer participar; segundo, o planejamento conjunto e cooperativo gera força de sustentação e, terceiro, os escritórios de RH não são apenas “olheiros” de mercado, falando-se em níveis tático e operacional, mas, antes de tudo, são especialistas em gestão de clima organizacional.

E é exatamente por este motivo que devem ser conclamados ao protagonismo da crise, devem se posicionar estrategicamente, pautados na técnica evolutiva de gestão integrada, complexa e global, a fim de cumprirem seu papel social.

 

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