Família Acolhedora realiza sonho de menina em festa de 15 anos

Em uma iniciativa da família acolhedora, adolescente foi surpreendida com uma festa de 15 anos

Fotos: Arquivo pessoal

Um lar, uma família e muito acolhimento. A rotina, longe do abrigo, “está sendo um sonho” para Cassiane e Alisson. Há um ano e meio vivendo na casa de Clarice e Leandro Almeida, que têm dois filhos, os irmãos são tratados com afeto e atenção enquanto aguardam uma nova família adotiva.

Mas no último fim de semana, essa história ganhou um emocionante capítulo. Em uma iniciativa da família acolhedora, com ajuda do Juiz de Direito Luís Carlos Rosa, do Juizado da Infância e Juventude da Comarca de Santo Ângelo, e de outros voluntários, a adolescente foi surpreendida com uma festa de 15 anos. A noite do aniversário foi cheia de magia e detalhes que a maioria das meninas sonha: vestido, anel e valsa.


A mãe acolhedora relatou a emoção ao realizar esse desejo. “Quando a minha filha fez 15 anos, no ano passado, ela comentou que também gostaria de uma festa assim. Ficamos com esse pensamento e corremos atrás para conseguir realizar esse desejo da Cassiane. Ela é uma menina maravilhosa, que estuda, trabalha e merece muito. Por isso, agradeço todos que nos ajudaram a realizar a festa. Foi lindo”, contou Clarice Almeida.

Família Acolhedora

Desde que Clarice e o marido decidiram se tornar uma família acolhedora, nove crianças já passaram pela casa deles. Segundo ela, toda a dedicação é gratificante e o trabalho em rede desenvolvido na Comarca contribui para o êxito do acolhimento.

O Juiz de Direito Luís Carlos Rosa, idealizador do projeto Família Acolhedora há uma década, comentou sobre a importância de momentos como esse.

“Cassiane é uma menina especial, que mereceu esse empenho da comunidade. As notas dela na escola são boas, já está trabalhando e tem muito carinho pelo irmão. O que a gente pode ver dessa situação é que há diferencial grande entre o acolhimento familiar e o institucional. Em uma família, em um lar, mesmo que transitório, a pessoa se sente vista, valorizada, cuidada, amada e participante, de fato, da sociedade”.