Feridas da Pandemia

Sabemos quantas feridas foram abertas durante esta Pandemia. Feridas na alma, feridas na mente, feridas na pele, traumas que jamais pensaríamos viver. Mas aos poucos estamos voltando a uma certa normalidade, retornando ao convívio dos amigos, familiares e a todos aqueles que amamos e fazem parte da nossa vida. 

Algumas destas feridas abertas neste período irão cicatrizar e, como sabemos, a cicatriz sempre deixa uma marca, e que esta marca possa nos lembrar de como devemos dar valor à vida, à família, respeitar o próximo, as diferenças e estar ao lado de quem amamos, pois estamos aqui de passagem.

Durante este período, uma entre tantas dificuldades enfrentadas pelos profissionais da saúde foi de como evitar que os pacientes que ficavam muito tempo acamados em recuperação ou na unidade de tratamento intensivo (UTI) desenvolvessem feridas na pele devido ao tempo sob pressão, conhecidas como escaras de decúbito ou úlceras de pressão.

Essas feridas, que interrompem a continuidade da pele e que podem atingir a epiderme, a derme, o subcutâneo, a fáscia muscular e até mesmo tecidos mais profundos, além de causar danos, acabaram se tornando grandes portas para agentes infecciosos, tornando o quadro clínico para esses pacientes ainda mais crítico. 

Para evitá-las estes pacientes são submetidos ao que chamamos de troca de decúbito, e isto é feito com maestria pela equipe de enfermagem, mas não impede que mesmo assim as feridas possam surgir. Durante o tratamento nas UTIs, a posição de prona, na qual o paciente é colocado de barriga para baixo, auxiliando na oxigenação, foi um dos recursos utilizados no combate ao quadro de hipoxemia, porém o que mais se percebeu foram lesões no rosto destes pacientes devido à pressão gerada pela posição.

O melhor de todas essas experiências, na maioria das vezes desagradáveis, é que vencer a Covid-19 é uma vitória da vida, e as feridas que surgem vão cicatrizar, e para aquelas que surgiram na pele, hoje contamos com inúmeros recursos para acelerar o processo de cicatrização, entre eles as técnicas de laserterapia e ozonioterapia. 

Vale lembrar que estas técnicas não são de uso exclusivo para tratamento de escaras de pressão, pois são utilizadas para o tratamento de qualquer tipo de ferida que possa surgir, respeitando os protocolos indicados e realizadas por profissionais habilitados.
 

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