Fisioterapia Forense: muito mais que perícia


 

Quando o Fisioterapeuta se imagina trabalhando junto aos operadores do Direito, ele logo pensa em atuar como perito judicial. E este pensamento está correto, pois por muito tempo, a forma de divulgação desta área sempre esteve  vinculada ao ato pericial judicial.

Agora eu convido você a expandir a mente e deixar de pensar só na perícia e começar a pensar em Fisioterapia Forense. O conceito de Fisioterapia Forense vem do renomado Dr. Ricardo Wallace das Chagas Lucas que é o primeiro fisioterapeuta forense do Brasil e idealizador da área.

Segundo ele, “Fisioterapia Forense é a aplicação dos conhecimentos de qualquer especialidade fisioterapêutica, ou outra atividade enquadrada em área de atuação fisioterapêutica, a serviço da justiça estatal ou privada, determinando a elaboração de documentos legais cujos teores se relacionem às disfunções dos movimentos humanos, e a eventual relação destas com os sistemas onde os mesmos estejam inseridos.”

Como perito do juízo, você vai atingir cerca de 18 mil juízes, sendo que nem todos precisam de perícia para desenvolver o seu trabalho. Logo, a disputa por uma oportunidade é muito grande. Mas, e se você assumir outros papéis, como o de Jurisconsultor e Assistente Técnico?

Nestes papéis você vai auxiliar os advogados nas causas que envolvem deficiências estruturais, deficiências funcionais, limitações de capacidade e restrições de desempenho. E quando pensamos em auxiliar os advogados, o número de profissionais é de 1,2 milhões.

Sim, são mais de um milhão de advogados precisando de jurisconsultores e assistentes técnicos para otimizar o tempo e potencializar o sucesso de ações judiciais que envolvam algum tipo de deficiência. Auxiliar quer dizer participar ativamente da construção do processo e não ser meros entregadores de “laudos”.

O Fisioterapeuta Forense pode ajudar em diversas etapas do processo como por exemplo:

– Realizar análise técnica de documentos de saúde – classificar/organizar/descartar;
– Realizar o raciocínio clínico entre os documentos de saúde, incapacidades e o evento gerador;
– Estudo da linha do tempo de adoecimento;
– Parecer de viabilidade de uma ação judicial;
– Relatório técnico para fomentar a peça inicial ou a contestação;
– Quesitos regulares/originais estratégicos;
– Parecer Ad Hoc;
– Preparo do autor e/ou do réu para o ato pericial;
– Acompanhamento in loco da diligência;
– Parecer de Assistente Técnico;
– Impugnação à laudos
– Quesitos complementares

Para atuar nesta área o Fisioterapeuta precisa desenvolver o que ele faz de melhor, o seu diagnóstico.

A Fisioterapia Forense é a união da legislação aplicada, da demanda de um ato pericial e/ou avaliativo e do diagnóstico fisioterapêutico. O resultado final será um documento forense que vai atender a demanda.

E na Universidade de Caxias do Sul você encontra uma formação completa em Fisioterapia Forense, com professores extremamente qualificados e referência na sua área de atuação. Se você se interessou pelo assunto, entre em contato com a UCS e informe-se.
 

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