Gabriel Souza e Pedro Ruas concorrerão a vice-governador do RS nas eleições de outubro

Gabriel Souza (MDB) resolveu as discussões internas do partido e será vice de Eduardo Leite (PSDB). No campo da esquerda, Pedro Ruas (PSOL) vai ser o candidato a vice de Edegar Pretto (PT)

Eduardo Leite e Gabriel Souza, Edegar Pretto e Pedro Ruas

Com o início das convenções partidárias, a eleição para governador e vice no Rio Grande do Sul vai tomando novas formas. No último final de semana, Gabriel Souza (MDB) e Pedro Ruas (PSOL) desistiram de concorrer ao Palácio Piratini para compor a chapa de outros candidatos. Souza será vice do ex-governador Eduardo Leite (PSDB) e Ruas será o vice de Edegar Pretto (PT).

A ida de Souza para o lado tucano acontece após uma grande confusão dentro do MDB. É que parte apoiava a união com o ex-governador, visto que é mais conhecido e teria mais chances de vitória, de acordo com pesquisas eleitorais. Porém, uma parte mais conservadora do partido, com integrantes como o ex-governador José Ivo Sartori e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, desejava uma candidatura própria.

A confirmação veio na convenção do partido realizada no domingo, 31/07. Nela, o presidente estadual do MDB, Fábio Branco, confirmou que a vaga de vice na chama de Leite seria ocupada por Souza, que hoje é deputado estadual. A aprovação do nome será feita em reunião da executiva, a ser realizada ainda nesta semana. Na votação interna do MDB, 239 escolheram a aliança, enquanto 212 optaram pela candidatura própria. Ainda tiveram 18 votos nulos e quatro cédulas entregues em branco.

No lado da esquerda, para evitar a divisão de votos e unir forças, o vereador de Porto Alegre Pedro Ruas deixou de lado a candidatura como governador para apoiar o candidato petista Edegar Pretto. O acordo foi firmado na sexta-feira, dia 29/07, e oficializado no domingo, 31/07, quando o Partido dos Trabalhadores realizou sua convenção estadual lançando a chapa.

Sem acordo prévio, o PSOL já havia confirmado Ruas como candidato oficial, porém, a ideia mudou quando o ex-governador Olívio Dutra foi anunciado como pré-candidato a senador. Para compor a chapa de Pretto, o PSOL exigiu que o também vereador Roberto Robaina seja o 1º suplente de Olívio, visto que, em caso de vitória, o mandato será coletivo, com rotatividade de três senadores a cada seis meses durante os oito anos de mandato.

*Com informações de Correio do Povo e Gaúcha ZH

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