Hospitais voltam a registrar aumento de internações por doenças virais

Nos últimos dias, o Hospital Tacchini tem atendido com 100% de ocupação na UTI. Influenza, COVID-19 e vírus sincicial respiratório, especialmente em crianças, seguem sendo as doenças que mais têm agravado quadros de saúde

Foto: Júlia Milani/Arquivo SERRANOSSA

Nos últimos dias, o RS tem registrado um aumento considerável de internações por doenças virais, principalmente aquelas que acometem o trato respiratório. O Hospital Tacchini tem operado em ocupação máxima na UTI há pelo menos uma semana. Nesta sexta-feira, 01/07, há 14 pacientes internados em leitos SUS e 17 em leitos privados, somando 31 internações – uma lotação de 103% .

“Em adultos estamos tendo casos, principalmente, de Influenza e COVID-19, com menos gravidade que anteriormente, mas alguns ainda precisando de internação em UTI. Pacientes não vacinados ou com doses de reforço atrasadas estão apresentando quadros mais graves”, comenta a infectologista do Tacchini, Isabele Berti.

Em crianças, uma das maiores preocupações continua sendo as bronquiolites, causadas principalmente pelo vírus sincicial respiratório. “Mas também temos casos de Influenza e COVID em crianças. E algumas ainda não estão vacinadas por conta da faixa etária, então temos que continuar nos cuidando para proteger esse grupo”, ressalta a médica.

Diante do aumento de casos de síndromes respiratórias no Estado, o governo Estadual tem posto em prática algumas ações de enfrentamento. Uma delas é o canal de comunicação com a população, uma parceria entre a secretaria da Saúde (SES) e o TelessaúdeRS, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Por meio do 0800-6453308, os gaúchos podem obter orientações sobre doenças respiratórias em crianças. Ao entrar em contato por telefone através do canal, a pessoa ouvirá mensagem gravada com orientações e dúvidas frequentes. O serviço estará disponível 24h. Diferente dos outros serviços de telemedicina oferecidos pela plataforma, que são destinados a tirar dúvidas dos profissionais da saúde, a teleorientação é aberta à população geral.

Orientações à população

A infectologista do Tacchini, Isabele Berti, ressalta a importância de manter cuidados básicos para evitar doenças virais. Uso de máscara em ambientes fechados, de pouca circulação ou em caso de sintomas; higienização das mãos; ventilação de ambientes; e etiqueta respiratória ao tossir e espirrar são alguns dos cuidados essenciais. “Se for tossir ou espirrar, que coloquemos um lencinho na frente, ou que protejamos a boca e o nariz com a parte interna do branco. A vacinação também segue fundamental neste momento”, complementa.

Sobre a busca de atendimentos, Isabele Berti recomenda que a população somente se desloque ao hospital quando o quadro estiver se agravando. “Uma febre que não passa, tosse e falta de ar associada, queda de saturação, dor no peito e desconforto ao respirar são alguns dos sinais que indicam a necessidade de atendimento médico. Nas crianças, os pais ou responsáveis devem ir ao hospital quando elas não estiverem conseguindo se alimentar ou ingerir água, quando estiverem fazendo esforço na respiração, quando a febre não passar ou quando já teve uma avaliação pediatra e não teve resolução”.

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