Hospital São Carlos deixará de ser referência

O Hospital Beneficente São Carlos (HBSC), de Farroupilha, anunciou na última sexta-feira, dia 29 de maio, que deixará de ser referência na alta complexidade em traumatologia e ortopedia para 34 municípios da região, incluindo Bento Gonçalves. Segundo dados da secretaria municipal de Saúde (SMS), em 2015, foram encaminhados 79 pacientes locais para procedimentos de alta complexidade na área. Com uma média de 16 novas solicitações mensais, a fila de espera no município já chega a 469 pacientes.

A decisão foi tomada pelo prefeito Claiton Gonçalves devido às altas despesas bancadas pelo município no atendimento a pacientes de outras cidades, sem que essas fizessem algum tipo de repasse para a manutenção do serviço. Cabe agora ao governo estadual encontrar outro hospital que assuma os procedimentos. A coordenadora da 5ª Coordenaria Regional de Saúde, Solange Sonda, explica que enquanto o Ministério da Saúde não descredenciar a instituição, os atendimentos de urgência e emergência seguirão sendo realizados em Farroupilha. “Já estamos analisando outros prestadores de serviço. Sabemos da demanda e queremos agilizar para a que região não fique sem esses atendimentos”, explica.

Na próxima semana, a questão do descredenciamento do HBSC será debatida com os gestores da área de saúde dos 49 municípios abrangidos pela 5ª Coordenadoria. Solange acredita que o pedido será aceito, já que havia a reclamação de que o serviço não era suficiente para atender a demanda. Sobre a possibilidade de aumentar o valor repassado para os procedimentos, a coordenadora explica que a decisão cabe apenas ao Ministério da Saúde. “O que podemos é apresentar os dados e pleitear mais recursos”, observa.

Entenda o caso

Em 13 de março de 2014, a prefeitura de Farroupilha requisitou os bens e serviços do HBSC, através de decreto, que também declarou estado de calamidade pública no setor hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) no município. O objetivo foi garantir o restabelecimento adequado dos serviços hospitalares à população, após a grave crise financeira e de gestão estabelecida na época, que colocava em risco a continuidade do atendimento. Conforme o gestor do HBSC, Francisco Isaias, o Estado, juntamente com o Ministério da Saúde, vinha repassando R$ 161 mil mensais, enquanto os custos reais para a realização dos procedimentos na área giram em torno dos R$ 750 mil por mês. 

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