Localização da família é rápida após acidentes

Diz o ditado popular que notícia ruim chega rápido, mas, na prática, nem sempre isto acontece. O motivo é uma suposta dificuldade em contatar familiares das vítimas de acidentes, um dos imprevistos que mais comumente ocorrem quando se trata de trânsito. Como sugestão para tentar minimizar este problema, circula pela internet um e-mail com dicas para modificar a agenda do aparelho celular de modo a facilitar a localização de um número de telefone para emergências. Mas, como tudo que circula na internet, a tal corrente de orientação, apesar de bem-intencionada, pode não ser tão útil assim. Isto porque os serviços de resgate trabalham com outros tipos de técnicas para emitir o alerta.

É o caso do Hospital Tacchini, de Bento Gonçalves, para onde são encaminhados as vítimas com ferimentos de maior gravidade. Uma equipe com pelo menos dois profissionais de plantão é designada especialmente para recolher os pertences do ferido e notificar os familiares. “Quando a pessoa chega consciente, uma das primeiras informações que solicitamos é justamente um número para que possamos informar sobre o ocorrido. Quando há perda de consciência, identifica-se a pessoa através dos pertences e documentos”, detalha Rejane Civardi, enfermeira coordenadora do Pronto-Socorro.

Segundo ela, como o hospital é o único da cidade, a maior parte dos moradores possui algum tipo de cadastro, seja por já ter realizado procedimentos e exames ou por já ter sido internado. “Não costuma ser difícil localizar as famílias”, garante. Casos em que a pessoa é encaminhada sem os documentos ou reside em outra cidade são sempre acompanhados pela Brigada Militar, que registra um Boletim de Ocorrência. Isto facilita no caso de a família buscar notícias sobre alguém que não chegou em casa depois do trabalho, por exemplo.

A busca pelos familiares não é apenas para garantir a comunicação, mas também para a obtenção de dados que podem salvar a vida do acidentado, como o histórico de saúde. “Os primeiros medicamentos geralmente aplicados, como adrenalina e atropina, não apresentam interação com outros remédios – portanto, não precisamos saber o histórico da pessoa para aplicá-los, mas é importante sabermos se há alguma doença crônica que possa interferir no restante do tratamento. Para isto, a família é essencial, uma vez que nem sempre o paciente está em condições de nos fornecer este tipo de informação”, explica Rejane.

“AA Emergência”

Segundo o e-mail, assinado por uma suposta representante do Samu em nível nacional, para facilitar o contato das equipes de resgate deve-se renomear o telefone da primeira pessoa a ser contatada para “AA Emergência”. Fazendo isto, o número seria o primeiro da lista a aparecer.

Bombeiros e Samu

Equipes que prestam os primeiros-socorros no local do acidente, como os Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), têm como prioridade o encaminhamento da vítima até atendimento médico com a maior brevidade possível. Os socorristas não notificam os familiares, apenas recolhem o acidentado e seus pertences principais e os levam ao hospital.

Greice Scotton

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