Militares iniciam preparação para missão no Haiti

Garantir a ordem, apoiar a população que luta para se reerguer após anos de instabilidade social e política, manter o ambiente seguro e estável, além de realizar ações humanitárias. Esses serão os principais desafios de milhares de militares brasileiros que integram, a partir do dia 12 de novembro, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah).

Nesta semana, 29 homens, 20 deles integrantes do 6° Batalhão de Comunicações de Bento Gonçalves (6°BCom), iniciaram na cidade a preparação para a nobre missão. Leandro do Carmo e Silva, Miguel Ângelo Silveira Carrion, Daniel Pires da Silva, Leandro Silva Dutra, Sérgio Soares da Rosa, Eduardo Anesi Weirich e Douglas Gonçalves Marchry fazem parte do grupo que começou a ter aulas sobre a cultura e a situação atual do Haiti, treinamentos físicos e também instruções específicas sobre as determinadas funções que irão desenvolver ao longo de seis a nove meses, período de permanência previsto para a missão. Além disso, todos foram submetidos a aproximadamente vinte exames, além de tomarem uma série de vacinas.

A expectativa de vivenciar uma missão real, aplicar as técnicas treinadas no dia a dia e ajudar no desenvolvimento de um país já toma conta de todos. “É uma oportunidade única, pois vamos conhecer uma realidade bem diferente da nossa, uma nova cultura, e colocar em prática tudo que treinamos nas atividades internas”, avalia o 1° sargento Leandro Silva Dutra, chefe do Grupo de Construção e Informática. “Estamos motivados, pois contribuiremos para ajudar a população haitiana. Toda a bagagem adquirida servirá não só para a troca de experiências com outros militares, mas também para nosso engrandecimento pessoal”, ressalta o comandante do pelotão, Eduardo Weirich.

 Experiência inesquecível

Para ajudar na preparação, além de assuntos referentes aos módulos de treinamento padronizados da ONU e as táticas, técnicas e procedimentos utilizados no Haiti, os militares também contam com os relatos de quem já participou da missão. É o caso do 1° sargento Alessandro Gallina, que de fevereiro a setembro de 2011, integrou a Minustah. “Foi uma experiência muito boa. Tudo é muito impressionante, tanto a miséria, a sujeira, como a riqueza e a limpeza. A desigualdade é gritante”, recorda. “A população é bastante acolhedora e a estrutura do Exército é muito boa. Enquanto que eu estive lá, eu fui o chefe do Centro de Controle de Sistema, que cuidava das correspondências, das redes de ligações entre Brasil e Haiti e com o Batalhão Brasileiro, dentre outras funções”, destaca Gallina. Durante o período, os militares também têm períodos de folga, que eles utilizam para conhecer, inclusive, a República Dominicana, país que faz divisa com o Haiti.

O que todos esperam é que, assim como Gallina, tragam vivências produtivas, histórias inesquecíveis e que possam contribuir para a manutenção da paz em terras haitianas. 

 

Reportagem: Raquel Konrad

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