O Dia do Pendura

Hoje utilizo esse espaço para prestar uma homenagem a todos nós, advogados. Nessa semana que passou, foi comemorado o nosso dia. Ora, por que não? Todas – ou quase todas – as profissões têm seu dia. A nossa também tem… 
Por ato do Imperador Dom Pedro Primeiro, em 11 de agosto de 1827, foram criados no Brasil dois cursos de Direito. Por conta desse mesmo fato, o dia 11 de agosto é comemorado, desde então, como o dia do advogado. 

Amados e odiados, criticados e venerados, mas sempre respeitados – ou quase sempre – em sociedade, os advogados tiveram e têm sua importância reconhecida, sendo a única profissão que tem lugar garantido na Constituição Federal, tida expressamente por fundamental à administração da Justiça. E tanto é assim que a nós, advogados, é dado o direito de usar o título de Doutor, o que nos foi reconhecido também lá em 1827 por Dom Pedro Primeiro. Não me venha dizer que doutor é quem tem doutorado porque o nosso “doutor” não tem nenhuma relação com aquele concedido pelas diretrizes acadêmicas. Aquele, sim só vale para quem tem doutorado. Esse não! Esse é nosso, assegurado por lei! 

Sim, antes que alguém pergunte, e até porque está na cara, eu sou um apaixonado pelo Direito, pela lei, pela solução dos casos, pelo resultado final do processo, pela justiça… Nunca pelo embate, mas preparado também para este. Afinal, todos nós estamos! 

Há muitas histórias a respeito de advogados. Muitas reclamações e muitos elogios. Quem nunca ouviu que “advogado é tudo igual!”, “advogado não presta!”? Ora, há seres humanos bons e seres humanos não tão bons. Há, então, entre nós, seres humanos bons, a esmagadora maioria, e seres humanos não tão bons. Dentre esses, alguns nem chegam a poderem ser considerados seres humanos, embora pertençam à raça humana. 

E essa fama, mesmo que inverídica, é tão delicada que até fatos positivos são tratados como negativos, no meio social comum. O dia do pendura é um desses exemplos. 

Enquanto que, para muitos que desconhecem a sua origem, tratam o advogado como caloteiros, havendo, ainda, quem pretenda – e efetivamente denuncie criminalmente – os estudantes quando não pagam as contas dos bares e restaurantes no dia do pendura, a situação foi criada pelos próprios comerciantes. Sim! Essa Prática, ainda que não seja mais tão comum, não foi criada pelos advogados, mas era uma concessão dos donos de restaurantes aos estudantes de Direito, em comemoração ao seu dia. Na época, os donos de restaurantes faziam questão de não cobrar, no dia 11 de agosto, as contas dos estudantes de Direito que frequentavam seus estabelecimentos, com intuito de homenageá-los, bem como com intuito de difundir seu trabalho e angariar mais fregueses. Os estudantes da época, de famílias abastadas, em sua grande maioria, eram um público-alvo em potencial e, com isso, não lhes custava fazer esse agrado naquela data. 

Amados ou odiados, criticados ou venerados, a verdade é que nós, advogados, somos necessários à manutenção da ordem e à administração da justiça. E eu tenho o prazer de ter só os bons ao meu lado. Parabéns para todos nós que, com amor e dedicação, lutamos diariamente pela mais lídima JUSTIÇA!

Até a próxima! 

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