O sorriso dos vovôs

A senhora de sorriso aberto que caminha com a neta pelo centro da cidade está entre os quase 20 milhões de idosos de todo Brasil. Mas nem todos podem sorrir tão fácil assim. Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) afirma que cerca de 80% dos idosos têm menos de 20 dentes na boca, quando o normal seria ter 32. Hoje, a maioria dos idosos que procuram o consultório dentário perdeu alguns ou até todos os dentes.

Mas o problema não estaria ligado somente à idade. Para Daniel Farina, dentista especializado em implante e próteses dentárias, além da falta de informações das pessoas, a odontologia não era tão avançada quanto hoje. “No tempo em que eles eram jovens a odontologia não estava nem perto do que está hoje em termos de tecnologia e conhecimento”, afirma. Eram feitas apenas limpezas, restaurações ou extrações nos dentes.

Segundo o dentista, quando a pessoa tinha uma cárie pequena, por exemplo, o dente era restaurado, mas se o dente estava um pouco mais comprometido ele era extraído. O paciente ficava com poucos dentes, o que dificultava a recuperação. Então todos os outros eram extraídos e substituídos por dentadura. “Quem possuía poder aquisitivo tinha mais condições de tentar consertar os dentes, mas a maioria não tinha”, afirma.

Os primeiros dentes que a pessoa perde são os posteriores, pois eles são mais fáceis de dar cárie. Isso faz com que a boca feche mais, ocasionando problemas na articulação e dores de cabeça. De acordo com Farina, quem está acima dos 50 anos tem dentadura ou ponte móvel. “Hoje a todo custo tentamos manter o dentes originais do paciente”, afirma. Quanto mais informação os idosos tiverem, mais vão evitar que, ao longo dos anos, percam os dentes. Os hábitos de higiene bucal ajudam a manter os dentes pela vida toda.

Josiane Ribeiro

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