Ovos de chocolate deverão ficar em segundo plano nesta Páscoa

Com menos opções, menor quantidade e preço alto, clientes deverão investir em caixas de bombons, barras de chocolate, cestas, entre outros produtos alternativos

Foto: Eduarda Bucco

Mais um ano de impactos no cenário de compra e venda deverá marcar a Páscoa no Rio Grande do Sul. Apesar da previsão da Fecomércio-RS de uma maior circulação de pessoas nos estabelecimentos em busca de presentes para a data, uma série de fatores já está impactando a disponibilidade de produtos e a procura por itens no Estado. A alta dos preços e a retração na renda das famílias deverá provocar a procura por itens de menor valor. A mesma perspectiva é apontada pelo presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), Antônio Cesa Longo. “Será uma Páscoa diferente, com menos ovos de chocolate e mais comercialização de pequenos presentes. O consumidor está valorizando muito seu dinheiro e deverá apostar, além dos tradicionais ovos de chocolate, em caixas de bombons, cestas, barras e outras composições”, cita.

Conforme Longo, o aumento dos preços em relação à Páscoa passada é de, aproximadamente, 15%, motivado pela inflação e pelas altas nas commodities e matérias-primas. “Assim como todos os alimentos, o chocolate subiu nos últimos meses em função de demandas mundiais por este produto”, explica. O açúcar, as embalagens e a energia utilizada nas produções também estão mais caras, assim como os royalties dos brinquedos que costumam rechear os ovos de Páscoa.

Além de impactar no bolso do consumidor, o cenário deverá levar a uma redução na produção de ovos de chocolate e uma menor variedade de produtos disponíveis. “Os ovos ainda são uma grande aposta pela atmosfera que dão à data, pela preferência das crianças e pela tradição. Mas as caixas de bombom também terão um protagonismo na Páscoa de 2022”, analisa Longo.

Recomendações

Com menos opções disponíveis no mercado, a principal dica aos consumidores é realizar as compras de Páscoa de forma antecipada. Quem deixar para a última hora poderá ter dificuldades em encontrar o ovo ou a marca de chocolates preferidos.

Ainda, conforme a Fecomércio-RS, é importante realizar uma pesquisa de preços antes das compras. Em meio à alta inflação, a diferença entre os estabelecimentos pode ser significativa. “Além disso, o público pode diversificar a cesta do coelhinho adicionando itens como ovos pequenos, e principalmente com barras e bombons, que costumam ter um valor menor do que os ovos tradicionais pela mesma quantidade de chocolate”, propõe a federação.

Para os lojistas, a recomendação mais valiosa é preparar os estoques com antecedência, experimentando novos fornecedores e apostando em parcerias. “A dica é trazer oportunidades aos diferentes públicos, já que há demandas para todos os bolsos”, comenta Longo. “Preparem os times para o atendimento, pesquisem tendências, criem combos e facilitem as condições de pagamento, sem que isso prejudique o seu próprio fluxo de caixa”, recomenda a Fecomércio.

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