Pai de três filhos, avô de dois e professor e exemplo para muitos

A vida de Ivanir Caio, de 59 anos, nunca foi fácil: superou uma meningite grave quando ainda era bebê, começou a trabalhar com 11 anos e aos 18 perdeu o pai, momento que passou a ser responsável pelos seus seis irmãos. A infância simples, de brincadeiras como construção de carrinhos de madeira, durou pouco. As responsabilidades em torno do sustento da família o fizeram amadurecer mais rápido.


 

Com a esposa Maria Bernardete Pech Caio, hoje com 54 anos, vieram os filhos Franciele, de 34 anos, Fernando, de 29, e Fernanda, de 22, e hoje quem também alegra a família são os netos Luiz Fernando, de 10 meses, e Maria Clara, de 14 anos. “Meu pai desde pequeno aprendeu a viver e conviver com o simples e os momentos em família é algo incrível para a gente”, comenta a caçula Fernanda. 

Mais do que cuidar de toda a família, Ivanir dedicou boa parte de sua vida para ajudar e contribuir com as crianças do bairro onde vive, o Cohab, e da redondeza.  Duas vezes na semana ele dava aulas no campo de futebol e orientava a gurizada sobre as técnicas e princípios do esporte. “Ele tem mais de 10 troféus em casa dos campeonatos que vencia”, comenta a filha. Sem cobrar nada para isso, o professor de escolinha hoje vê muitos atletas seguindo carreira no esporte, como dois jogadores do Bento Gonçalves Futsal (BGF). Como a fruta não cai longe do pé, o filho Fernando também buscou o caminho no futebol e também tornou-se professor de muitas crianças. Hoje ele comanda um time de futebol, que disputa muitos campeonatos pela região.

Conhecido por Lula, por conta do estilo de cabelo que usava quando mais novo, Ivanir descobriu ser portador de Artrite e Romatroide, o que fez perder os movimentos das mãos.  Lula, que sempre foi ativo e solícito, passou a ser ajudado em tarefas simples, como para se vestir e se alimentar. Não bastasse isso, há 10 anos ele também descobriu a diabete. As consequências da doença se agravaram e na próxima terça-feira, 10/08, ele terá que amputar um pé. “No início não foi fácil, nem para ele e nem para nós, pois as dores e a angústia dele eram visíveis. Mas com a nossa união e acreditando que ele iria melhorar, sempre passamos muita segurança e amor”, comenta Fernanda.


 

Hoje são os filhos que dedicam a vida ao pai e à mãe, que também tem problemas de saúde. “Nunca perdemos essa vontade de viver e hoje tudo é pensado neles. Não saberia descrever a força que ambos tem e precisaria de muitas outras vidas para agradecer tantos momentos e coisas boas que ele fez por nós”, comenta a filha.

Neste Dia dos Pais a comemoração não será diferente: família unida em busca de forças e muito amor por tudo que ainda está por vir.

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