Pérola-da-terra foi tema de reunião técnica

A pérola-da-terra é uma praga subterrânea que ataca as raízes de plantas cultivadas e silvestres, destacando-se a videira e fruteiras de clima temperado, ocorrendo, principalmente, na região Sul do Brasil e também em São Paulo. O inseto é considerado a principal praga da videira, pois se alimenta de mais de 80 espécies e, atualmente está presente em toda a região Sul do Brasil, em São Paulo e no Vale do São Francisco – onde foi detectada mais recentemente, em 2001. Pela extensão dos prejuízos que causa à produção é responsável pelo declínio da cultura devido às dificuldades de controle.

O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Marcos Botton, salienta que o manejo da pérola-da-terra constitui-se num dos grandes desafios da vitivinicultura brasileira. E que, em função da gravidade do problema, “alguns viticultores têm utilizado para controle também inseticidas não-autorizados para a videira, colocando em risco toda a cadeia produtiva, devido ao problema de resíduos nos frutos”. “Contudo, mesmo com o emprego das práticas recomendadas para o manejo, em algumas propriedades a mortalidade de plantas continua ocorrendo de forma significativa: assim, queremos debater sobre as possíveis estratégias que podem ser empregadas para conviver com o inseto nas áreas infestadas”, assinala. O tema foi, portanto, debatido numa reunião técnica, realizada nesta semana, em Bento Gonçalves, com promoção da Embrapa Uva e Vinho, com co-promoção pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

Apesar de ter sido encontrada pela primeira vez em 1922, no Rio Grande do Sul, a pérola-da-terra ainda não tem controle definitivo. Pesquisas realizadas até o momento dão conta de que há sintomatologias não analisadas até agora que podem auxiliar numa resposta mais eficaz. O fato da praga ficar instalada na raiz da planta dificulta conclusões científicas precisas, sendo necessária uma série de estudos até que exista uma solução eficaz para o seu controle ou extermínio. “Há algo a mais, além da pérola, matando a planta que, a partir de agora será pesquisado”, ressalta o pesquisador Henrique Pessoa dos Santos, doutor da Embrapa Uva e Vinho. Desta forma, muitos pesquisadores presentes no evento sugerem a possibilidade de novos resultados, mais avançados, para o segundo semestre deste ano.

Leia a matéria completa na edição impressa desta sexta-feira.

Andreia Dalla Colletta

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