Pesquisa de preços é a principal dica para economizar na compra do material escolar

Um incremento nos gastos do início do ano para muitos pais, a compra do material escolar pede prudência – principalmente em tempos de crise. Além de buscar o reaproveitamento de itens antigos, pesquisas se fazem mais necessárias do que nunca. Muitos artigos sofreram aumento e a diferença de preço de um estabelecimento para outro pode variar até 800%, conforme pesquisa divulgada pelo Procon de Bento Gonçalves nesta semana. 

O levantamento, realizado em sete papelarias do município, contabiliza o produto mais barato de cada item, sem considerar marcas. São 28 materiais geralmente solicitados pelas escolas. O objetivo da pesquisa, segundo o assessor do órgão, Maciel Giovanella, é auxiliar o consumidor na busca pelo melhor preço em tempos de crise (confira a lista completa pelo link goo.gl/Se68rW).

A cerca de um mês do início do ano letivo, a orientação é que os pais arquem com a despesa o quanto antes. “Assim, é possível ter um período maior para se organizar, fazendo uma compra programada com comparação de preços”, explica Giovanella. “Deixando para a última hora, é mais difícil economizar, pois os itens mais baratos acabam logo”, complementa. 

Outra ressalva feita pelo Procon é sobre a solicitação, por parte das escolas, de materiais de uso coletivo ou em quantidade excessiva. Segundo o assessor, foram recebidas listas pedindo mais de 300 folhas de ofício, por exemplo. “Isso não é necessário. O aluno pode iniciar o ano com 100 folhas e, se for preciso, comprar mais no próximo semestre”, diz ele. “Por isso, alertamos aos pais que observem as quantidades solicitadas”, reforça. 

Reutilizar materiais do ano anterior e evitar produtos com personagens da moda são algumas das dicas para manter a despesa dentro do orçamento. Mas a principal orientação é fazer a tradicional pesquisa no máximo de lojas possível. “Não indicamos comprar tudo no mesmo lugar”, finaliza Giovanella. 

Aumentos

De acordo com a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), os preços dos materiais escolares estão, em média, 8% superiores ao ano passado. Há nove anos, os estabelecimentos supermercadistas são os preferidos para comprar itens básicos, como cadernos, lápis e canetas.

Dicas para economizar

– Avaliar a possibilidade de reutilizar os materiais do ano anterior. 
– Sugerir a outros pais para fazer as compras coletivamente. Alguns estabelecimentos podem oferecer descontos para compras em maiores quantidades.
– Pesquisar de loja em loja ou pela internet em busca dos melhores preços, prestando atenção em cada item, individualmente.
– Sair às compras com a lista em mãos, para não perder o foco e acabar se rendendo ao impulso de compras desnecessárias.
– Conversar com os filhos antes de sair às compras, explicando o quanto a família pode gastar com os materiais, conscientizando-os sobre sua realidade financeira.
– Verificar as condições de pagamento à vista e a prazo e se há descontos ou possibilidade de parcelamento. Exigir sempre nota fiscal, para troca em caso de defeito.

(Foto: Katiane Cardoso/Arquivo SERRANOSSA)

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