Polícia Civil prende mulher acusada de gravar vídeo para golpe dos nudes

Na manhã desta terça-feira, 23/11, a Polícia Civil deflagrou operação contra quadrilha que aplicava o “golpe dos nudes” em todo o país. As ações ocorreram em municípios da Serra, Vale do Sinos e Vale do Caí. Em Novo Hamburgo foi presa uma mulher acusada de gravar os vídeos usados por criminosos para aplicar o golpe.

De acordo com a polícia, a mulher fingia ser uma adolescente ou a mãe de uma vítima de abuso sexual em um falso depoimento à delegacia. Outro integrante da quadrilha se passava pelo agente da polícia que tomava o depoimento da mulher. As imagens eram repassadas para homens trocavam fotos ou vídeos íntimos com os golpistas. O objetivo era extorqui-los mediante ameaças ou de expor a situação para familiares.

Somente nesta terça-feira foram cumpridos 10 mandados de busca e três de prisão. Além da mulher que aparece no vídeo, a filha dela, também suspeita de integrar a quadrilha, foi detida em Novo Hamburgo e uma terceira mulher foi presa em Farroupilha. Mandados judiciais foram cumpridos ainda em Montenegro, onde o homem apontado como líder do grupo cumpre pena de prisão, e em Caxias do Sul.

A chamada Operação Sextorsion foi comandada pelo titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, delegado André Anicet. Segundo ele, o vídeo gravado pela mulher do Vale do Sinos foi usado pela quadrilha em todo o Brasil, já que os contatos eram feitos inicialmente pelas redes sociais e depois pelo WhatsApp com homens de todo o país.

A ofensiva desta terça-feira é desdobramento de outras operações, deflagradas no dia 4 deste mês em Passo Fundo e em Erechim, de outra ação, no mesmo dia, envolvendo vítimas de São Paulo e mais recentemente, no dia 17 deste mês, com vítimas de Santa Catarina. Em todos os casos, o Deic atuou junto com agentes das respectivas regiões e Estados.

Os crimes apurados são de extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os investigados não tiveram os nomes divulgados.

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