“Precisamos proteger o maior número de pessoas de qualquer faixa etária”, afirma infectologista

Bento Gonçalves deu início à vacinação de adolescentes contra a COVID-19 na terça-feira, 21/09. Estão sendo imunizados os jovens de 17 anos com a vacina da Pfizer, nas unidades de saúde do Zatt, Zona Sul, Eucaliptos, Licorsul, Maria Goretti, Santa Marta e Conceição. Até a quarta-feira, 22/09, 480 adolescentes já haviam sido imunizados no município, de acordo com dados da secretaria municipal de Saúde. 

A vacinação nesse público tem sido tema de discussões em todo o mundo. No Brasil, na semana passada, o Ministério da Saúde emitiu uma nota recomendado a paralisação da imunização de adolescentes. Nessa semana, entretanto, voltou atrás após a confirmação de que a morte de uma jovem de 16 anos em São Paulo não estaria relacionada à vacina. “Os benefícios da vacinação são maiores que os eventuais riscos de eventos adversos”, disse o secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz.


Foto: Eduarda Bucco/SERRANOSSA
 

Ainda assim, paira no Brasil a discussão sobre a relevância da vacinação nos adolescentes diante do grande número de pessoas adultas que ainda não receberam a primeira e a segunda dose e da necessidade da aplicação de doses reforço na população mais vulnerável – idosos e pessoas imunossuprimidas.

A infectologista e diretora técnica do Hospital Tacchini, Nicole Golin, ressalta que é importante ter em mente os milhares casos graves da COVID-19 entre adolescentes e crianças registrados no mundo, “apesar dos adultos sofrerem mais com as consequências da doença”. “Além disso, já está claro que, para minimizar ao máximo a circulação viral, deve-se proteger o maior número de pessoas de qualquer faixa etária. Somente assim ajudamos a evitar o surgimento de novas variantes e conquistaremos a tão falada imunização de rebanho”, explica.

A infectologista ressalta que os adolescentes são considerados um grande vetor da doença, circulando não apenas entre eles, mas entre pessoas mais vulneráveis. Com a retomada das atividades sociais e das aulas presenciais, a circulação de jovens tem se intensificado nos últimos meses. “Todos que não se vacinaram possuem um potencial alto de ser vetor. Por isso, é importante que estejam protegidos para transmitir menos a doença, já que as vacinas, além de protegerem contra casos graves, também têm impacto na redução da transmissão”, reforça Nicole. 

A vacinação dos adolescentes seguirá nos próximos dias nas unidades de saúde já mencionadas, no horário das 7h30 às 11h e das 13h às 16h30. Não é necessário agendamento. Para se vacinar, é necessário apresentar cartão SUS, documento com foto e autorização do responsável. 
 

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