Presídio tem novo equipamento para revista

Com a proibição da revista íntima de familiares de detentos em todo o Brasil, a fiscalização para evitar a entrada de objetos proibidos nas penitenciárias ficou prejudicada. Entretanto, desde o começo de junho, o Presídio Estadual de Bento Gonçalves (PEBG) conta com um novo equipamento, um detector de metal. O portal, como também é chamado o aparelho, foi um dos legados da Copa do Mundo de 2014 e foi doado à Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), que repassou à casa prisional da cidade.

A máquina começou a ser utilizada no último dia 7 e, até o momento, não detectou nenhum objeto de metal proibido trazido pelos visitantes. No final do mês de abril, o presídio local já havia recebido um aparelho de raio-x com esteira, para averiguar principalmente os alimentos trazidos pelos familiares. “Com o scanner, o trabalho ficou mais ágil, pois ele identifica com mais precisão caso haja algum objeto ilícito na comida. Assim, se evita mexer nos alimentos trazidos”, detalha Evandro Simionato, diretor do PEBG.

Simionato relata ainda que o presídio possui outro equipamento de segurança para ajudar nas revistas, o banco detector. “Caso a pessoa passe pelo portal e o equipamento acione, ela deve fazer o teste no banco detector. Se ele também acionar, devido à proibição da revista íntima, o visitante é convidado a se retirar”, explica. Porém, mesmo que a pessoa tenha sido flagrada tentando entrar com objetos proibidos, ela não fica impossibilitada de voltar a visitar o detento.

Lotação
Após a última grande rebelião – ocorrida em maio do ano passado – ter prejudicado a estrutura do presídio da cidade, o número de detentos no local diminuiu. No último dia 9, a lotação era de 159 presos no regime fechado e 11 mulheres. Outros 54 detentos do regime semiaberto utilizam tornozeleiras eletrônicas e não precisam dormir no local. Conforme Simionato, para usar o equipamento o detento não necessita apenas estar no semiaberto, deve cumprir uma série de determinações, como apresentar uma carta de emprego, ter autorização da Justiça, ter endereço próprio, entre outros requisitos.

As tornozeleiras passaram a ser colocadas nos presos do regime semiaberto em setembro de 2014 e, segundo o diretor, não houve incidentes até o momento. “Normalmente, quando o equipamento apresenta algum problema, o detento mesmo procura o presídio para arrumar”, relata.

Hoje, o monitoramento é realizado através de uma central em Porto Alegre e, caso o usuário descumpra algumas das normas, como seguir outra rota que não aquela determinada, ele irá sofrer sanções como perder o direito ao regime semiaberto e voltar para o fechado. Em Bento Gonçalves, dois agentes da Susepe estão capacitados para fazer a instalação das tornozeleiras e realizar a manutenção. 

Reportagem: Katiane Cardoso

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