Primeira parte das obras do hospital só para 2012

Prevista para iniciar ainda em março deste ano, a construção da primeira parte do Complexo de Saúde do Trabalhador (CST), em Bento Gonçalves, só deve acontecer a partir de agosto. Se os prazos forem respeitados, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do tipo 3 entrará em funcionamento em março ou abril de 2012.  A mudança no cronograma do projeto que foi carro-chefe da campanha eleitoral de Roberto Lunelli foi atribuída pelo secretário Municipal de Saúde, Ivanir José Zandoná, ao atraso no repasse da primeira parcela dos recursos por parte do Governo Federal. “Esperávamos que a verba para construção da Unidade de Pronto Atendimento viesse em janeiro, mas ela foi depositada na nossa conta há 15 dias. Portanto, com quatro meses de atraso. São questões que independem do nosso desejo”, justifica. 

Poucas vezes, o plenário da Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves esteve tão lotado em uma sessão como esta semana. Muitos tiveram que permanecer em pé, por falta de cadeiras livres. O que levou populares e membros do governo à sede do Legislativo bento-gonçalvense foram a segunda e terceira votações do projeto que autoriza o destino de verbas para construção de uma UPA no município por parte do Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional de Saúde. A aprovação era necessária para que o município pudesse receber tais recursos.  

A obra é porta de entrada do tão sonhado Hospital do Trabalhador. A construção do Complexo conta ainda com outras três fases: reforma do prédio já existente (onde funciona o Pronto Atendimento 24 horas e a parte administrativa da Secretaria Municipal de Saúde), bloco cirúrgico e unidade de internações sobre a UPA. A expectativa do secretário é de que apenas as duas primeiras fases sejam concluídas nesta administração. A terceira e quarta etapas devem ficar para a próxima administração.

O convite para explicação mais detalhada sobre o CST foi feito publicamente pelos vereadores na sessão da semana passada. Na visão de Zandoná, o projeto foi incompreendido por parte de alguns vereadores. “Não teríamos como conseguir mais de R$ 20 milhões imediatamente para a construção de um prédio novo. Por isso a obra foi dividida em partes”, esclarece. “Foi preciso adequar o projeto à realidade dos recursos possíveis de obter com o Governo Federal”, complementa.

A primeira das fases é justamente a construção da UPA, planejada, de acordo com o secretário, com possibilidade de ampliação no futuro. Os trâmites licitatórios devem iniciar ainda em maio e a previsão é que encerrem no final de julho. Desta forma, o primeiro tijolo para concretização da promessa de um hospital público em Bento Gonçalves só seria colocado na obra em agosto deste ano.

Os incentivos financeiros para o investimento serão repassados em parcelas, conforme portaria do Ministério. A primeira quantia, de R$ 260 mil, equivale a 10% do total e já está disponível para o Executivo iniciar o processo. Assim que a UPA estiver concluída, sediará os procedimentos hoje realizados no Pronto Atendimento 24 horas. “A partir daí, iniciarão as reformas na estrutura existente para que abrigue a parte laboratorial”, acrescenta.

A contrapartida para que esta UPA fosse aprovada é que ela seja referência para uma população de 200 mil habitantes, fazendo com que Bento tenha de receber pacientes de outros municípios da região.

UPA tipo 2 ou 3

Questionado pelo vereador Neri Mazzochin (DEM) sobre os motivos da escolha de uma unidade do tipo 3 e não tipo 2, o secretário Municipal de Saúde, Ivanir José Zandoná explicou que a opção se deu por diversos motivos. “A UPA do tipo 2 dá direito a receber mensalmente R$ 170 mil para manutenção. Já na do tipo 3, esta verba é de R$ 250 mil mensais. Além disso, a do tipo 2 é para atender de 150 a 300 pacientes por dia, média que já superamos na cidade. A do tipo 3 permite atender de 300 a 450 pacientes”, avalia. O valor recebido, conforme o secretário, não é suficiente para arcar com todos os custos, entretanto garante “uma boa folga nas despesas”. A previsão é que o gasto com saúde quando o CST estiver funcionando seja de 22% do orçamento. Em 2010, o gasto foi entre 19 e 20%.

Saiba mais na edição do SerraNossa desta sexta-feira.

Carina Furlanetto

  

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