Profissão: Mãe

Maria Teresa Menoncin Roggia, 36, trabalhou por 12 anos em uma empresa de Bento Gonçalves no setor de produção e serviços gerais. Depois, foi empregada doméstica, fazendo limpeza em algumas casas de família. Em 2002, ano em que se casou, começou a busca pelo seu ideal. Não queria mais nenhum daqueles empregos. Para o cargo almejado, seu currículo era excelente, apesar de não ter experiência. A única exigência era amor pra dar. Ela tinha de sobra. A profissão? Mãe.

Ela queria o sonho logo, mas descobriu que tinha ovários policísticos. Seria mais difícil para conseguir engravidar. Por ter pressão alta, nunca tomou anticoncepcionais. Foi em busca de tratamento para estimular a produção de hormônios. Em 2005 engravidou, mas teve um aborto espontâneo logo no primeiro mês. “Logo que descobri a gravidez, perdi”, lamenta. Maria Teresa continuou a insistir, fez novos tratamentos, mas nada fazia efeito. “Dei um tempo, não sabia mais o que fazer”, afirma.

Maria Teresa não tinha desistido. Em 2009, voltou a tentar, desta vez com um tratamento hormonal mais forte. Foram três meses e três tentativas sem sucesso. “Falei pra mim mesma que só ia tentar por mais um mês. É um processo bem desgastante”, conta. Era o ultimato. No mês seguinte, a menstruação atrasou. “Não fiz logo o exame, pra não criar tanta expectativa.”, lembra.

Efetivada

Mas não era um alarme falso. “Foi uma alegria muito grande. Nada se iguala”, declara Maria Teresa. Foram nove meses de uma gravidez muito tranquila. Ela completaria as 40 semanas de gestação no Natal de 2009. “Minha pressão subiu um pouco e teve que ser antes”, diz. Maria Teresa ganhou o presente antes e, no dia 21, nasceu a Fernanda, com 3.350 quilos e 51centímetros. “Ela é um presente pra mim”, declara. As duas voltaram para casa dia 24 de dezembro, véspera de Natal.

Carreira promissora

A nova mamãe não tinha nenhuma experiência, mas teve o apoio da família, dos amigos e do marido Gildo Roggia. “No início, foi difícil, nunca tinha trocado fralda”, afirma. Como todo bebê, Fernanda era bem chorona nos primeiros meses. Mas Maria Teresa tinha muito leite e os problemas eram resolvidos com a amamentação. “Eu colocava ela pra mamar e ficava tudo bem”, lembra.

Foram quase oito anos tentando engravidar. Por ter sido tão desejada, Maria Teresa acha que a filha é um pouco manhosa. “Ela quer bastante colo. Quer sempre estar grudada na gente”, afirma. Apesar disso, Maria Teresa está se saindo muito bem como mãe. Fernanda falou mamãe com seis meses. Esse é reconhecimento do seu “trabalho”, que também pode ser visto em cada sorriso da menina. “Sorriso dela é tudo”, revela.

 

Josiane Ribeiro

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