Projeto do feminino depende do governo estadual

A continuidade da equipe feminina do Bento Vôlei passa diretamente pelo governo do Estado. Um decreto do governador José Ivo Sartori no início do ano visando contenção de gastos congelou também a captação de recursos através do Programa Pró-Esporte/RS, pelo menos, até 30 de junho. Caso a austeridade seja estendida, projeto bento-gonçalvense será outra vez interrompido.

Em 2014, a equipe foi resgatada após seis temporadas, graças a recursos captados através da lei de incentivo estadual. Para este ano, está encaminhada a renovação da parceria com as mesmas empresas, o que possibilitaria a continuidade do projeto. Tudo passa, no entanto, pela revogação do decreto do governador. “Se a gente conseguir renovar o nosso projeto no Pró-Esporte, a continuidade estaria garantida, porque as empresas gostaram muito da repercussão no primeiro ano e se sentiram valorizadas. Todas elas gostaram muito desse envolvimento e sinalizaram com uma renovação”, ressalta o principal propulsor do voleibol feminino na cidade e técnico do Bento Vôlei, Mauricy Jacobs.

A princípio, o governo indica que a captação estaria liberada a partir de julho. Diante da incerteza, contudo, o clube buscou viabilizar um plano B, que seriam recursos diretos. Mesmo com os excelentes resultados obtidos em 2014, que conduziram a equipe ao vice-campeonato gaúcho, no entanto, a busca por patrocinadores sem o intermédio da lei de incentivo, até o momento, não trouxe resultados. “Tivemos contato com algumas empresas, mas a situação do nosso país está muito difícil e os empresários não querem se comprometer com novos gastos. A resposta que a gente tem ouvido é essa. As empresas já estão bastante oneradas com impostos, ninguém está vendendo, ninguém está produzindo, e não têm condições de fazer um novo investimento. Apesar de que o investimento no feminino seria pequeno, elas não querem se comprometer com isso. O projeto está em aberto, ainda estamos conversando com alguns empresários, inclusive de outras cidades, mas está bastante difícil porque a economia está parada”, conta Jacobs, que não esconde o sentimento de frustração diante da insegurança sobre a manutenção da equipe. “Repercutiu muito positivamente o trabalho que a gente fez no ano passado. A frustração é no sentido da continuidade, a gente começou com um grupo bom de atletas e a ideia era manter a base, mas hoje muitas já se comprometeram com outros clubes. A frustração existe sim, e se a gente não conseguir disputar neste ano vai ser maior ainda, porque conseguimos retomar em 2014 e agora há o risco de pararmos de novo”, lamenta. 

Entenda a lei

O Pró-Esporte permite que empresas financiem projetos esportivos com benefício fiscal. Funciona assim: as empresas patrocinadoras podem abater do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido ao Estado todo o valor que aplicarem em projetos esportivos apresentados por entidades sem fins lucrativos ou pelo poder público municipal. Em contrapartida, esses patrocinadores assumem a obrigação de uma complementação não incentivada de 25% do valor incentivado aplicado, quantia que é destinada ao Fundo Pró-Esporte. Todos os projetos apresentados ao Programa de Incentivo ao Esporte do RS são avaliados pela equipe interna do Pró-Esporte e, posteriormente, pela Câmara Técnica.

 

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