“Prontuário médico não apontou relação com a vacina”, afirma prefeitura sobre desmaio de criança em Bento

Felipe Menzen Slotnicki, de 10 anos, teve dois episódios de desmaio na sexta-feira, 21/01. Após passar por observação, mãe afirma que menino está bem e será acompanhado de perto

Foto: arquivo pessoal

Um caso de possível reação da vacina contra a COVID-19 em Bento Gonçalves, já descartado pela prefeitura municipal, repercutiu nas redes sociais durante o fim de semana. Felipe Menzen Slotnicki, de 10 anos, teve dois episódios de desmaio após receber o imunizante da Pfizer na última sexta-feira, 21/01. Conforme a mãe de Felipe, Elizandra Menzen, o primeiro desmaio foi registrado momentos após o menino receber o imunizante, sendo imediatamente levado à UPA 24h, no bairro Botafogo. “Quando normalizou a primeira vez, ele recebeu alta. Mas estávamos saindo da UPA quando ele desmaiou de novo. Então foi submetido a uma série de exames e ficou em observação até a manhã de sábado”, relata a mãe.

Em nota oficial, a prefeitura afirmou que o prontuário médico não apontou correlação dos desmaios com a vacina. “Foram realizados todos os exames laboratoriais, de sangue e eletrocardiograma, não sendo constatada nenhuma anormalidade. A secretaria permaneceu em contato com a família”, afirma a prefeitura.

O caso foi notificado à 5ª Coordenadoria de Saúde e ao Centro Estadual de Vigilância e o município afirma se tratar do único registro de reação adversa do imunizante, das 90 crianças já vacinadas. Questionada sobre que tipos de exames e procedimentos foram realizados em Felipe, além de detalhes do prontuário da criança, a prefeitura afirma não poder divulgar informações de pacientes.

Diante do episódio, os pais de Felipe revelam estar ainda mais atentos quanto à saúde da criança. “Felipe sempre foi uma criança muito saudável. E além dos desmaios ele teve queda de pressão e batimentos baixos. Deu alteração no eletrocardiograma. Já os demais exames não tiveram alterações”, comenta Elizandra.

Ainda segundo a mãe, os exames feitos na UPA, conforme os médicos, tiveram a intenção de investigar possíveis problemas de saúde ainda desconhecidos na criança, o que não foi constatado. “Vacinamos o Felipe com a intenção de proteção. Qual pai não quer proteger seu filho? Tanto que ele está com todas as vacinas em dia”, afirma a mãe. No momento, Elizandra afirma que Felipe está bem e brincando normalmente.

Em nota, a prefeitura ressaltou que a vacinação para as crianças segue dentro dos protocolos estabelecidos para vacinação do grupo infantil. Questionada sobre as particularidades do imunizante para as crianças, a coordenadora do setor de imunizações, Luiza do Rosário, explica que a vacina possui diferenças em frasco, diluição e dosagem. No município, foram organizadas salas específicas para imunização desse público na Unidade Central e no Centro de Referência Materno Infantil. “Após a vacina, as crianças ficam cerca de 20 minutos na unidade, conforme orientação do Ministério da Saúde, para verificar qualquer reação adversa. Todos os profissionais que aplicam essa dose foram treinados e qualquer reação adversa é comunicada para os órgãos de saúde”, afirma.

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