Rede de leitos de UTI do RS passa por reestruturação a partir deste mês de março

A reestruturação se dá a partir da desabilitação, por parte do Ministério da Saúde, de leitos que vinham recebendo recursos federais para atender exclusivamente pacientes com COVID-19

Foto: Arquivo Tacchini/Alexandre Brusa

A rede de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Estado, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), está sendo reorganizada neste mês de março. A reestruturação se dá a partir da desabilitação, por parte do Ministério da Saúde, de leitos que vinham recebendo recursos federais para atender exclusivamente pacientes com COVID-19.

Das unidades que foram abertas emergencialmente para dar conta da demanda crescente da pandemia, o Rio Grande do Sul manterá 315 leitos convertidos em leitos de UTI geral, deixando de ser exclusivo COVID-19 e abrindo a possibilidade de receber pacientes com outras doenças.

O custeio desse tipo de leito é de responsabilidade do Ministério da Saúde. Apesar do encerramento de 1.057 leitos, o Estado continuará com 1.450 leitos de UTI geral – sendo 202 pediátricos e o restante, adulto – quantidade suficiente para atender a demanda da população gaúcha, de acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

“Não teremos mais leitos com nome de COVID-19, mas os pacientes continuarão recebendo assistência. Os pacientes com Covid serão atendidos em leitos de UTI geral. Eles precisam estar em uma área reservada, mas os hospitais já lidam com doenças que necessitam de isolamento desde antes da pandemia, como a H1N1”, disse a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada, Lisiane Fagundes.

Os 315 leitos que se manterão como legado da pandemia foram definidos em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), com representação do Estado e dos municípios.

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