Restaurantes de Bento compravam carne irregular

Na última semana a Inspetoria Veterinária de Bento Gonçalves esteve envolvida numa apreensão de carne no município de Barão. Foram apreendidas 1,2 toneladas de produtos como carnes de diversos cortes, queijos e salames. No local também foram encontradas notas fiscais emitidas para municípios como Porto Alegre e Bento Gonçalves. O coordenador do órgão, Willian Smiderle, não revelou o nome dos estabelecimentos, mas garantiu que restaurantes conhecidos e bem conceituados na cidade eram clientes do fornecedor.

A propriedade estava localizada na zona rural do município. A carne era manuseada em um galpão de madeira, aberto e com piso de chão batido, sem as condições necessárias de higiene (foto). Do lado de fora havia um container onde eram armazenados os produtos. “Junto com as carnes já embaladas também havia restos de cortes e produtos utilizados no preparo de carnes temperadas”, comenta.

O local funcionava como entreposto, ou seja, recebia a carne, a fracionava e vendia. Tudo sem autorização. “Surpreendentemente o proprietário tinha um alvará de localização emitido pela Vigilância Sanitária de Barão. Porém, o documento autoriza apenas a distribuição dos produtos, sem a manipulação que ele realizava no local”, explica Smiderle. Para o manuseio de carnes a temperatura local não deve ultrapassar os 16°C. “O galpão recebia a incidência direta de sol e não era completamente vedado. Facilmente a temperatura no seu interior ultrapassava os 50°C. Havia moscas por toda a parte”, complementa.

 

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