Restauro do Museu: licitação autorizada

O Museu do Imigrante deve ter a segunda etapa de seu restauro iniciada nas próximas semanas. No início deste mês, o Ministério da Cultura (Minc) autorizou a licitação para as obras, após a readequação orçamentária solicitada pelo órgão. Agora, a Fundação Casa das Artes (FCA) trabalha nos trâmites internos para a abertura do processo licitatório, esperada para os próximos dias.   

A ideia é que a próxima etapa do serviço abranja a maior parte da obra, incluindo alvenaria, forros de madeira, assoalhos, escadas, parte elétrica e hidráulica. A primeira fase, que englobou as esquadrias, foi iniciada há cerca de um ano e está 90% concluída, segundo o presidente da FCA, Jovino Nolasco. A reforma do telhado foi feita em 2010, com recursos da prefeitura.

Todo o restauro está orçado em R$ 993 mil, incluindo a fase final. A instalação do elevador panorâmico e a informatização podem ser executadas depois que o museu voltar a entrar em funcionamento. De acordo com Fabiano Mazzotti, que trabalha na captação de recursos via Lei Rouanet, cerca de 80% do total foi levantado. Podem investir em projetos culturais aprovados pelo Minc empresas tributadas em lucro real, deduzindo até 4% do Imposto de Renda (IR) devido. O ressarcimento do patrocínio vem no ano seguinte, na forma de restituição ou abatimento do valor do IR a pagar.    

Mazzotti acha pouco provável que a restauração seja concluída até o final do ano, já que depende de condições climáticas e procedimentos burocráticos nas licitações. Nolasco é mais otimista. “Queremos abrir para a população no início de 2016. O museu era a segunda maior atração turística da cidade, atrás apenas da Vinícola Aurora. Todo esse tempo em que permanece fora de funcionamento os turistas continuam o procurando”, informa o secretário de Cultura. 

Acervo

Removido há cinco anos, quando o prédio foi fechado para o início do serviço, o acervo está dividido em três partes, conforme Nolasco. Os itens mais delicados estão no anexo do museu e outros estão embalados no porão da Casa das Artes, bem como os de maior volume. O deslocamento de algumas peças nas últimas semanas, para a abertura de um espaço para um camarim improvisado sob o anfiteatro, gerou dúvidas quanto às condições de armazenamento das mesmas. O presidente da FCA garante que os procedimentos são realizados com a precaução necessária, inclusive com a presença de profissionais como museólogo e dedetizador, e que o espaço e as condições físicas são adequadas.


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