Safra 2015 registra 700 milhões de quilos

Boas condições climáticas, manejo adequado e melhor planejamento entre produtores e vinícolas são apontados como os fatores de sucesso da safra da uva em 2015 no Rio Grande do Sul. Conforme dados apresentados na última semana, na 16ª Jornada da Viticultura, o volume colhido neste ano foi 16% maior que em 2014, somando mais de 700 milhões de quilos. 

Do total, cerca de 90% são de variedades americanas e híbridas, como a Isabel, utilizadas para a elaboração de sucos e vinho de mesa. Os 10% restantes são de uvas viníferas, destinadas à produção de vinhos finos e espumante. Só para a produção de sucos e derivados, 55% da produção total foram utilizados, deixando 45% para a fabricação de vinhos e derivados. 

De acordo com os números, apresentados pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), as variedades cuja plantação mais cresceu foram as utilizadas na produção de suco, Isabel em 12% e Bordô em 22%, e, para espumantes, a Chardonnay, com aumento de 23%. O presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schavenin, confirma que os produtores estão se dedicando mais ao que acaba tendo mais procura no mercado. “Apesar da crise, estamos considerando o bom cenário de vendas, principalmente para o suco e espumante”, acrescenta. Não há crescimento significativo na área plantada, segundo ele, e sim práticas como a substituição de vinhedos antigos e pouco produtivos, bem como a utilização de diferentes técnicas de plantio e manejo. 

O presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Moacir Mazzarollo, concorda e atribui os resultados positivos, principalmente, às condições climáticas favoráveis na época de brotação e floração, que acontecem na primavera. “Tivemos um período de muita chuva na colheita, o que preocupou, mas antes disso o clima foi estável, permitindo desde uma brotação uniforme até a formação de um cacho maior e mais compacto”, explica. Além de maior quantidade em quilos, a qualidade da fruta também foi considerada superior em 2015, com média de 14,4 graus babo – teor de açúcar superior ao do ano passado e ainda mais em relação a anos anteriores. “As viníferas alcançaram um grau ainda maior, de 15,2”, informa Mazzarollo. 


Organização

Um diferencial aplicado à safra neste ano, que também ajuda na qualidade do produto final, foi uma maior organização entre os produtores e as vinícolas para a entrega da matéria-prima.  “Colhemos em um dia e entregamos no outro. Assim, não houve dias com caminhões carregados parados em frente às vinícolas. Além, é claro, da qualidade do produto, já que a fruta é rapidamente processada sem ficar parada por dias”, acrescenta Mazzarollo. Ele também já avalia os derivados da fruta de 2015 com qualidade superior e acredita que, até o final do ano, isso se reflita nas vendas. 

Reportagem: Priscila Pilletti


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